Ambiente virtual de debate metodológico em Ciência da Informação, pesquisa científica e produção social de conhecimento

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quarta-feira, 10 de abril de 2013

Como dizem por aí: "Homem e aluno é tudo igual; só muda o endereço... "


Na semana passada foi dada a largada para o turma 1/2013 de Metodologia do PPGCINF-UnB, com alguma procura por vagas de aluno especial e por inúmeras "juras de amor" por parte dos alunos quanto ao empenho e dedicação. O balanço inicial efetivo, mostra, à primeira vista, uma preocupante falta de comprometimento de parte significativa da turma. Vamos aos dados quantitativos:
  • Da lista inicial de 19 inscritos inicialmente, deve-se computar mais duas alunas, que estão em processo de regularização da matrícula e mais três alunos especiais selecionados (entre cinco candidatos), deixando a turma com 24 alunos.
  • Tod@s foram relembrados e avisados que deveriam ter feito a atividade inicial da disciplina, postada no dia anterior ao início (ver aqui). Na aula foi dado espaço para a execução da análise dos textos. Até o momento apenas 8 alunos colocaram comentários no post em questão, com uma taxa de eficiência de apenas 33%
  • Tod@s foram instruídos para mandar um e-mail ao professor o quanto antes, para poder ter acesso ao material de aula que, por questões de direitos de divulgação, não será publicizado no blog; foi solicitado o envio do nome completo e número de matrícula (para quem já tivesse um):
    > 3 alunos (13%)  fizeram isso no mesmo dia, sendo que em um caso o número de matrícula teve que ser pedido novamente;
    > 8 alunos (33%) fizeram isso no segundo dia, sendo que em um caso faltava o número de matrícula e em outro o nome completo e o número de matrícula;
    > no final de semana mais 3 alunos se inscreveram, perfazendo um total, nos primeiros 4 dias, de 14 alunos ( 58%); ou seja, mais do que 40% da turma optou por não aproveitar o final de semana para preparar os textos da aula seguinte;
    > até o momento, isto é, 16hs antes da aula, ainda há 6 alunos (25%) que não irão receber o material antes da aula, sendo que um dos inscritos após o final de semana, ainda não retornou informação para complementação de dados;
    > dos 18 convites enviados para compartilhamento dos textos na Dropbox há dois alunos que ainda não acessaram a pasta para leitura do material; tais dados, somados aos 6 alunos da informação anterior perfazem um preocupante indicador de 33% de alunos que, passada uma semana de curso ainda não tiveram contato com o material de leitura da segunda aula!
  • Sendo este blog o principal veículo de contato com os alunos, tod@s foram instruídos para se inscreverem no feedburner e receberem automaticamente informações sobre novas postagens:
    > apenas 7 alunos (29%) aparecem na minha listagem-feed, sendo que um deles não chegou a enviar e-mail para cadastro com o professor.
Três atividades extremamente simples (mandar e-mail, comentar um texto leve de divulgação científica e se inscrever para receber atualizações das tarefas) tiveram um nível de ineficiência assustador para alunos que pretendem desenvolver pesquisa e estar na ponta do desenvolvimento acadêmico do país. Os alunos de pós  stricto sensu de universidades públicas devem representar menos de 1% da população brasileira e têm sua formação e capacitação bancados pela sociedade. Deveriam, no mínimo, agir de modo mais responsável. São problemas de cultura educacional (ou da falta dela) que faz com que pessoas que se esforçaram bravamente para conseguir um espaço em um dos três melhores cursos de pós em CI do Brasil (de acordo com a CAPES, no momento) tenham atitudes altamente questionáveis quanto à maturidade.

Visando aprimorar a discussão sobre dados quantitativos e análise qualitativa, recomenda-se que tod@s (inclusive os leitores não-alunos da disciplina atual) façam uma análise sobre o potencial de contribuição científica da UnB à Ciência da Informação (como um todo), tendo como base a amostra não probabilística e os dados quantitativos elencados neste post. Favor usar o campo "comment" abaixo para tal finalidade.

terça-feira, 2 de abril de 2013

1ª atividade da disicplina


As dúvidas e questionamentos operam um papel fundamental na ciência. Muitas vezes coisas tidas como "tolas" têm a capacidade de impulsionar a transformação de conhecimentos consolidados e abrir o caminho para transformações profundas. Na maioria das vezes, porém, as tolices continuam a ser o que eram, porém de modo não exclusivo, já que muitas "verdades científicas indiscutíveis" com o passar dos tempos não se revelam mais brilhantes do que certas ingenuidades atuais. 

A atividade preparatória para a aula do dia 4/abr, consiste em ler o texto sobre o conhecimento científico de Vanessa Bárbara (link aqui) e comentá-lo, tendo em vista a própria experiencia em pesquisa científica. Os comentários devem ser feitos no campo comment abaixo e são obrigatórios para os alunos da disciplina 2013 e optativos para todos os demais leitores do blog que queiram participar.

Outros textos que podem estimular o debate podem ser acessado nesse post aqui.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Para reflexionar

Paloma sobre el Pensamiento - © André Lopez
La actividad de hoy se trata de un ejercicio de síntesis de proyectos de investigación, hecho en tres etapas:
  1. Cada alumno de Medellín debe resumir, con hasta 150 palabras (a lo máximo) el proyecto de un colega del máster con sus características principales (contemplando al menos objetivos y base empírica) indicando a cual vertiente (o línea) la investigación está ubicada en la Ciencia de la Información - Plazo: hasta jueves 09/ago.
  2. El responsable por la investigación debe comentar la visión del colega sobre su proyecto - Plazo: hasta viernes 10/ago.
  3. Alunos do Brasil devem discutir os elementos que justificariam (ou não) um ou mais projetos no âmbito da Ciência da Informação e acrescentar sugestões - Prazo até 3ªf 14/ago.
¡Favor de no olvidar de identificarse!
Favor não esquecer de se identificar! 

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Ganhe um livro para analisar o Projeto Memória Ferroviária


O intuito deste post não é apenas apresentar uma boa inciativa de "webzação" de projeto, mas dar continuidade as práticas que sempre nortearam este blog, ou seja, ser um espaço plural de discussão de pesquisas, como pode ser visto nos inúmeros projetos discentes aqui linkados. 

O coordenador do Projeto Memória Ferroviária (PMF) me perguntou sobre algumas sugestões que eu poderia dar ao ambiente virtual do seu projeto. O "resumo da ópera" do que escrevi a ele está ligado ao fato de meu olhar ser focado com a perspectiva bloggeira, que gostaria de ver mais dinamicidade, interação, colaboração etc. Será que toda pesquisa tem mesmo que apresentar tais características quando vai à web? De qualquer modo já está mais do que na hora de a academia começar a usar&abusar da web para divulgar pesquisas.


Sugestão de atividade: criticar construtivamente o site PMF, usando o ambiente dos comments, abaixo, para isso. 
  • Prêmio: a melhor análise, se tivermos um mínimo de 10 participações, concorrerá a um exemplar do livro "O olhar no espelho" de Eduardo Tomanik, bibliografia obrigatória para os alunos de Metodologia do Mestrado do PPGCINF/UnB em 2012. 
  • Prazo para concorrer ao livro: 23/12/2011
  • Julgamento: Prof. Eduardo Romero de Oliveira (coordenador do PMF)
  • Entrega do prêmio: no PPGCINF-UnB, para os residentes em Brasília; a combinar para os demais.
ATENÇÃO:  atividade OBRIGATÓRIA para os alunos do GSI/FT-Redes.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Nova ciranda metodológica

Boy Scout in Gozo - Malta (photo by André Lopez)
Muitos alunos de especialização "sofrem" quando ouvem a palavra PROJETO. Sofrem mais ainda quando ela está associada a uma outra: ENTREGAR. Os alunos de GSI da Engenharia de Redes, do prof. Laerte estão "sofrendo" desse mal. Alguns já fizeram uma versão preliminar e outros (poucos) nem essa. O momento da ENTREGA do PROJETO final se aproxima e este blog, para colaborar, sugere mais uma atividade de troca de opiniões. 

A atividade consiste em:

1. Esperar que a Liliane dê início ao processo, escrevendo no comment a abaixo:
a) um resumo de até 50 palavras;
b) indicação de qual é a base empírica a ser utilizada
c) indicação de possível contribuição à pesquisa em SI
d) indicação de possível aplicação prática

2. Analisar o comment anterior do colega (sem medo de criticar; as críticas devem atingir somente às ideias e não a pessoa).

3. Repetir o procedimento feito pela Liliane em 1.

4. Seguir com os passos 2 e 3.

Atenção!!! 
A atividade é focada para os alunos de GSI, porém é ABERTA a todos os interessados; basta se identificar. Todos podem repetir o ciclo quantas vezes acharem necessário.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Existe neutralidade e imparcialidade em ciência?

Copiado de Withe of their Lies
Muito tem sido dito à respeito da neutralidade e imparcialidade da ciência. O objetivo deste post é saber qual a SUA opinião sobre o assunto. A atividade sugerida é a resposta ao formulário abaixo, com um número reduzido de questões. O preenchimento pode ir de 2 mim à uma eternidade, dependendo do nível de reflexão suscitado pela última pergunta.

domingo, 29 de maio de 2011

Leituras iniciais sobre ciência

Copiado de Bichos Brasil
Fernandez Kenji Inazawa
(Bibliotecário, especialista em Gestão do 
Conhecimento e mestrando no PPGCINF-UnB)

O texto de Newton Maia é uma leitura bem humorada e leve sobre ciência, que foi indicada pelo professor de metodologia. 

O texto fala que nem tudo precisa ser científico para ser verdadeiro, ou até mesmo válido, pois a ciência se ocupa com teorias, e verossimilhanças, e não com verdades. Existem coisas que são verdadeiras, mas que não são consideradas, necessariamente, científicas.

O que distingue a ciência de outros saberes é o método. O importante é ter método para se observar e expressar de uma forma clara o que foi observado. E não podemos esquecer do objetivo, é claro, pois qualquer um, a priori, pode estudar qualquer coisa, mas focar é muito necessário. Einstein observou e expressou a teoria da relatividade pela formulação matemática, método próprio das ciências naturais. As ciências sociais tem outras formas, tão válidas quanto, de observação e apresentação de suas conclusões através de métodos próprios.

Há uma parte interessante sobre a questão controversa entre ciência e religião. Eu lembrei do livro "Vírus da mente", cujo autor diz que as idéias da religião são vírus, por que não podem ser comprovadas pela ciência, que não é beeem assim. O texto de metolodologia toca no assunto de misturar saberes e opiniões diferentes, e propõe um jeito bem legal de olhar para esse problema.

Não é um texto acadêmico, mas uma opinião muito particular de um cientista, com uma linguagem bem descompromissada. Mas é legal.

O texto de Tomanik também é muito bom de ler. E a primeira afirmação que ressalta aos olhos é a explicação do porquê do título "Olhar no espelho", que está relacionado ao preponderante papel do observador nas ciências sociais. O que esse consegue ver é apenas um imagem de si mesmo, uma interpretação da realidade, que por vezes poderá até ser fiel, mas nunca será a própria realidade.

Maia e Tomanik expressam a dificuldade de definir ciência. Contudo, Maia está bem humorado, não se esqueça disso, e propõe uma definição de "terceira categoria". Eu ri muito da gracinha.

Gracinhas à parte, vamos ao que interessa. Tomanik fala que a ciência não é um agrupamento imóvel de teorias e leis; por que ela estudar a realidade, a qual é mutável; por que a tecnologia auxiliar amplia a dinâmica de observar a realidade e de produzir conhecimento; o fato de o que é afirmado hoje, muitas vezes, pode ser desdito amanhã; e por fim, a ciência surge das necessidades flutuantes do homem, e na medida em que estas se alteram, os objetivos da ciência também se alteram.

Tomanik me incomodou um pouco quando abordou sobre a ciência precisar ter aplicação prática, ele diz assim "[...] descobrir soluções de problemas é a função da ciência". Maia e Santos também parecem que sentem o mesmo incômodo que eu. Não concordam com essa visão utilitarista. Mas, Tomanik se contradiz quando fala que o conhecimento da teoria e das formas de investigação próprias da área de formação acadêmica dos futuros profissionais de curso superior é indispensável, ou seja, ele não pode ser somente um técnico com um diploma na mão, pois os desafios do mercado pedem pessoas que saibam "adaptar soluções" de acordo com "cada problema". 

Com relação às ciências humanas, Santos não se esquiva de se posicionar contra o utilitarismo implantado na mente da sociedade quanto à ciência, que pensa que é necessário apenas olhar o presente, mas a tarefa da universidade é conquistar o futuro, é olhar para a frente.
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OBS: 
  • Uma versão menos coloquial do texto de Kenji pode ser baixada aqui
  • Outro comentário sobre os mesmos textos, por outro autor, pode ser visto aqui.

REFERÊNCIAS: 
  • TOMANIK, Eduardo Augusto. Algumas noções preliminares sobre a ciência: por que pesquisar? In: ____. O olhar no espelho: conversas sobre a pesquisa em ciências sociais. 2. ed. rev. Maringá: Eduem, 2004. p. 13-29. 
  • SANTOS, Mílton Almeida dos. As humanidades, o Brasil, hoje: dez pontos para um debate. In: HUMANIDADES, pesquisa, universidade. São Paulo: Comissão de Pesquisa/FFLCH-USP, 1996. p.9-13. 
  • FREIRE-MAIA, Nilton. O que é ciência. Cadernos do IFAN. Bragança Paulista: USF, nº 16, 1997. p. 51-87.
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Como modo de ampliar a discussão tão bem iniciada pelo Kenji, sugiro que cada um que cada pesquisador reflita sobre os tópicos abaixo, extraídos do livro do Tomanik, tendo como contraponto de discussão o próprio projeto:

CAP 1 - O que é ciência?
1.1. Ciência: Constantes transformações - identificar na proposta:
a) possibilidades de mudança da realidade;
b) possibilidades de novos campos em relação ao avanço científico da área;    
c) possibilidades de críticas;
d) pertinência da proposta em relação às modificações da sociedade.
1.2. Objeto: necessidade de definição - identificar na proposta: 
a) qual é o objeto (tema) principal e quais áreas do saber estão relacionadas? 
b) idem objetos derivados.
1.3. Método: importância a do método para elaboração de novos conhecimentos e vice-versa - identificar na proposta::
a) possibilidades de elaboração de novos conhecimentos.
1.4. Objetivos/Razões: foco nos objetivos gerais, os motivos para se realizar tal pesquisa - identificar na proposta:   
a) grandes objetivos que pretende atingir;    
b) principais motivos para realizar a pesquisa;
c) limites entre o que se quer e o que será feito.
1.5. Dificuldades: nem tudo são rosas, trabalho árduo, com mais fracassos que sucessos - identificar na proposta:   
a) principais entraves;
b) possibilidades de fracasso;
c) competências a serem adquiridas.

A lista acima não é um questionário. Representa apenas um rol de possíveis pontos de reflexão a serem, eventualmente, desenvolvidos (ou não) pelos interessados, sob as mais diversas formas: comentário neste post, elaboração de paper, elaboração de postagem para blog, excerto da reflexão teórica da própria pesquisa, início de artigo etc.

domingo, 22 de maio de 2011

Cooperação do saber

Copiado de Evolução Humana

A atividade desta semana, tanto para os alunos de mestrado em CI, como para os da Especialização em GSI consiste em apresentar o resumo do projeto para os pares e ímpares, ter seu resumo analisado e analisar resumo de outrem.

A atividade deverá seguir a seguinte sistemática:
  • O 1º comentarista serei eu, apondo um resumo utilizado anteriormente neste blog;
  • O 2º comentarista deve:
        a) Identificar-se como aluno da pós em CI, aluno da especialização em GSI, ou outra situação;
        b) Analisar o resumo anterior quanto:
            b1) Clareza;
            b2) Precisão;
            b3) Compreensão da proposta;
            b4) Sugestões.
        c) Postar seu próprio resumo com as seguintes características:
            c1) ter até 150 palavras em texto corrido;
            c2) apresentar o problema (ou objetivo geral) da pesquisa;
            c3) indicar a base teórica;
            c4) indicar a base empírica;
            c5) sinalizar como se dará a execução (metodologia)
            c6) primar pela precisão e clareza.

  • Os comentaristas subsequentes devem repetir o procedimento do comentarista anterior sucessivamente.
Atividade semelhante já foi realizada neste blog, aqui e aqui. Acesse e analise os comentários detidamente.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Pesquisa sobre valores políticos - PARTICIPE



Peter Ulrich Vieth Black, mestrando do Programa de Pós Graduação em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações, da UnB, solicita participação dos leitores deste blog em sua pesquisa. Assim como eu, Peter é contra o exercício da "cobaiização" dos depoentes na pesquisa social. E, como bem defende Tomanik, ele também é absolutamente favorável a manter seus depoentes informados sobre a pesquisa, com o devido cuidados de não comprometer a integridade dos dados a serem obtidos:
"Você está sendo convidado(a) a participar de uma pesquisa sobre valores políticos. As questões apresentadas nas próximas páginas indagam suas idéias e opiniões a respeito de alguns assuntos importantes e da forma que a nossa sociedade funciona. Também lhe é perguntado o que é importante para você e o quão similar ou diferente você é de outras pessoas. Essa pesquisa está sendo coordenada pelo Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (Brasília – DF). Você irá demorar entre 10 e 15 minutos para responder a todas as questões. Nós agradecemos a sua colaboração e por nos ajudar a compreender como o brasileiro escolhe em quem votar. Quaisquer dúvidas ou comentários, por favor, escreva para o pesquisador principal [peter.uvb@gmail.com]
[...]
Muito obrigado por sua participação
Para colaborar acesse o link da pesquisa clicando AQUI

Leia mais sobre a opinião deste blog em relação a necessidade de informar o depoente sobre a pesquisa acessando post aqui.

Um bom exemplo para situar o depoente nos objetivos da pesquisa, foi feito por ex-aluna desta disciplina, que disponibilizou o acesso ao seu blog, onde pode-se encontrar diversar informações. Ver post aqui,

Além do convite, Peter disponibiliza aos interessados a ficha técnica de sua pesquisa:

VALORES HUMANOS FUNDAMENTAIS, VALORES POLÍTICOS CENTRAIS E VOTO.
Peter Ulrich Vieth Black, peter.uvb@gmail.com.br
Mestrando (2/2009)
Orientador: Claudio Vaz Torres, claudio.v.torres@gmail.com
Laboratório de Psicologia Social
Linha de Pesquisa: Conteúdos e processos psicossociais do comportamento humano

O comportamento eleitoral é um dos comportamentos individuais mais complexos e sua análise tem sido objeto de discussão desde a criação da democracia. Nas últimas décadas a literatura tem privilegiado a idéia de que o voto, em seu nível individual, é determinado por três fatores: predisposições políticas, interesses pessoais e valores individuais. Esta pesquisa, que utiliza como referencial teórico a Teoria de Valores Humanos Individuais de Schwartz (1994), tem como objetivo analisar como um destes elementos, os valores individuais, influenciam no comportamento eleitoral. Para isso, pretendeu-se identificar a relação entre os valores humanos fundamentais e o que chamamos de valores políticos centrais, identificando a sua influência no comportamento eleitoral dos indivíduos. Para tal, uma medida de valores políticos centrais foi adaptada e validada no Brasil. Essa validação foi feita como primeira etapa desta pesquisa, contando com 998 participantes, sendo 56 % mulheres, média de idade de 26,52 anos (D.P.=12,54), 43% casados e 74% responderam por meio de questionário eletrônico. Como resultado desta etapa obteve-se 8 fatores explicando 48,48% da variância e com dois itens da escala sendo retirados. Assim, três proposições foram formuladas para a segunda etapa: a primeira é que os valores humanos organizam e dão coerência aos valores políticos centrais; a segunda é que os valores políticos centrais mediam a relação entre valores humanos e voto; a terceira é que diferentes estruturas de valores predizem a intenção de voto em diferentes candidatos que concorrem ao cargo de Presidente da Republica Federativa do Brasil na eleição de 2010. O instrumento a ser utilizado constará de quatro partes: a primeira é composta do Questionário de Valores Humanos de Schwartz; a segunda, de questionário de Valores Políticos Centrais; a terceira, de questionário com itens sócio-demográficos e uma medida de posicionamento político e voto. A coleta será realizada entre os dias 10 de setembro de 2010 e 03 de outubro de 2010, dia em que ocorre a eleição presidencial brasileira. A meta é coletar 450 respostas sendo dois terços por meio de questionário eletrônico e um terço por meio de instrumento impresso a ser aplicado no posto de atendimento ao cidadão, Na Hora, localizado na Rodoviária do Plano Piloto, Brasilia. Será realizada ainda uma terceira etapa após a eleição, quando, por meio de e-mail, fornecido na segunda etapa, será investigado em qual candidato a presidente o participante efetivamente votou. Acredita-se que esse dado poderá ser utilizado como critério de confirmação da predição proposta. Para a análise dos dados serão utilizadas regressões hierárquicas, uma vez que já se tem um modelo teórico da relação entre valores básicos, valores políticos e voto. Espera-se que com este estudo se compreenda melhor como e até que ponto os valores influenciam no comportamento eleitoral.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

O que é Ciência?
tópicos para reflexão.



Após a apresentação dos seminários sobre ciência recomendo que todos os alunos do curso  reflitam sobre as próprias propostas de pesquisa em relação à visão empiricista e em relação à crítica humanizadora, tendo como parâmetro de discussão a análise feita por Eduardo Tomanik no capítulo 3 d'Olhar no Espelho. A título de indução, sugere-se que os interessados anilsem os tópicos elencados abaixo do modo que julgarem mais apropriado: comentário neste post, elaboração de paper, elaboração de postagem no próprio blog, excerto da reflexão teórica da própria pesquisa etc.

CAP 3 - O que é ciência? 
3.1. Visão empiricista:  identificar (ou estabelecer) na proposta sua posição quanto à 
  • a) objetividade/ neutralidade; 
  • b) observação; 
  • c) experimentação; 
  • d) explicação/descrição do fenômeno ou compreensão dos porquês; 
  • e) aplicação/utilidade do conhecimento a ser produzido. 

3.2. Crítica humanizadora: identificar (ou estabelecer) na proposta sua posição quanto à 
  • a) aplicação/instrumentalização do conhecimento a ser produzido; 
  • b) interfaces interdisciplinares requeridas e diretrizes metodológicas; 
  • c) percepção do objeto e conceituação do fenômeno 
  • d) visão abrangente, panorâmica ou pontual do objeto?; 
  • e) identificação do sujeito com o objeto/alteridade com o objeto; 
  • f) compreensão dos porquês (≠ explicação/descrição) e implicações na transformação/manutenção da sociedade.

Observações:
  1. A atividade é aberta para alunos e não-alunos.
  2. Os alunos que ainda não leram o capítulo 3 devem ter vergonha da cara e serem mais responsáveis com as atividades mínimas de aula. Além de responder a uma pergunta extra: "O que eu estou fazendo aqui?"

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Turismo de reconhecimento metodológico


A sugestão de atividades da vez é visitar e comentar os diferentes blogs de pesquisa da turma e opinar sobre:
a) layout, usabilidade e recursos técnicos;
b) clareza da proposta de pesquisa;
c) objetividade da proposta;
d) qualidade do banner;
e) definição da base teórica e referências bibliográficas;
f) definição da base empírica;
g) conteúdos correlatos à pesquisa;
h) articulação entre o blog e a proposta da pesquisa;
i) dados de identificação.

Para que a atividade tenha êxito é necessário que cada blog faça um "post-convite", a fim de receber a visita de pelo menos outros três colegas. Os "posts-convites" deverão ser anunciados no comentário desta postagem. Cada aluno deverá analisar 3 blogs dos colegas, de acordo com os tópicos elencados acima. Para evitar a concentração de visitas em poucos blogs, recomenda-se procurar algum que ainda não tenha sido objeto de 3 visitas.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Formulando uma pergunta de partida


O desenvolvimento de uma pesquisa de cunho científico resulta de uma vontade de conhecer algo. Tal vontade, porém, não se limita a uma simples curiosidade. Deve ser sistematizada e seguir rigorosos procedimentos. A pesquisa em ciência não pode ser limitada à busca de uma solução técnica para um problema. O foco principal reside na tentativa de melhor entender o problema, bem como de compreender os motivos do sucesso (ou do fracasso, se for o caso) da hipótese testada. O primeiro passo, então, é o estabelecimento de uma problemática que traduza, de modo adequado, essa curiosidade inicial.
Sugestão de atividade
1. Proponha uma pergunta “ingênua”.
2. Identifique o tema ligado a essa pergunta.
3. Colete informações básicas sobre esse tema (nessa fase de aproximação, não há muito rigor quanto às fontes de tais informações, isto é: wikis e outras fontes não-científicas servem, apenas nesse momento, para familiarizar o pesquisador iniciante com o tema).
4. Separe algumas indicações bibliográficas pertinentes ao seu tema (agora a literatura informal não vale mais). O ideal é que você busque materiais mais recentes em diferentes tipos de publicação (livros, revistas e teses). Provavelmente, você não encontrará nada que dê conta especificamente de seu problema. Não se preocupe e lembre-se de que você ainda está coligindo informações sobre o tema.
5. Após fazer um primeiro olhar nesse material, tente transformar sua “pergunta ingênua” em uma “pergunta de partida”.
O fluxograma abaixo visa esquematizar o processo:


Brasília: UnB: Gestão de Segurança da Informação e Comunicações, 2010;p.10.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Eduardo Tomanik e o que é ciência


Hoje o grupo de seminário abordou as discussões teóricas dos dois primeiros capítulos do livro "O olhar no espelho", de Eduardo Tomanik com a tese de doutoramento de Paulo Elian (baixe aqui). A proposta, bem executada, foi articular as definições dadas pelo material teórico com o desenvolvimento da pesquisa de Paulo Elian.

Algumas outras questões são colocadas pelo "O olhar no espelho", livro sempre instigante, que tem suscitado dúvidas nas pesquisas em fase de formulação, como pode ser visto no blog "Gestão e uso da informação" (ver post aqui).  Para ampliar o debate, sugerimos que cada pesquisador reflita sobre os tópicos abaixo, extraídos do livro do Tomanik, tendo como contraponto de discussão o próprio projeto:

CAP 1 - O que é ciência?
1.1. Ciência: Constantes transformações - identificar na proposta:      
a) possibilidades de mudança da realidade;          
b) possibilidades de novos campos em relação ao avanço científico da área;              
c) possibilidades de críticas;       
d) pertinência da proposta em relação às modificações da sociedade.
1.2. Objeto: necessidade de definição - identificar na proposta:           
a) qual é o objeto (tema) principal e quais áreas do saber estão relacionadas?           
b) idem objetos derivados.
1.3. Método: importância a do método para elaboração de novos conhecimentos e vice-versa - identificar na proposta::
a) possibilidades de elaboração de novos conhecimentos.
1.4. Objetivos/Razões: foco nos objetivos gerais, os motivos para se realizar tal pesquisa - identificar na proposta:             
a) grandes objetivos que pretende atingir;              
b) principais motivos para realizar a pesquisa;      
c) limites entre o que se quer e o que será feito.
1.5. Dificuldades: nem tudo são rosas, trabalho árduo, com mais fracassos que sucessos - identificar na proposta:             
a) principais entraves;   
b) possibilidades de fracasso;    
c) competências a serem adquiridas.

CAP 2 - Impressões equivocadas
2.1. Metodologia como conjunto de regras de apresentação: analisar na proposta:       
a) o papel que a metodologia terá para a formação de novos conhecimentos.
2.2. Metodologia como conjunto de regras de execução: analisar na proposta:               
a) o papel que a metodologia terá para a formação de novos conhecimentos.
2.3. Ciência com atividade obscura: analisar na proposta:     
a) em que medida não é um trabalho de “cientista maluco”, isolado do mundo, ou restrito ao resto da comunidade científica envolvida com os objetos de 1.2?
2.4. Ciência como atividade acadêmica: analisar na proposta:             
a) em que medida não é um trabalho cuja alcance não vai além da comunidade acadêmica envolvida com os objetos de 1.2.?
2.5. Ciência como atividade que domina a realidade: analisar na proposta:     
a) em que medida os métodos (1.3)  e objetivos (1.4) propostos pretendem “controlar” o mundo.
2.6. Ciência como portadora/construtora de verdades: analisar na proposta:   
a) em que medida os métodos (1.3) propostos pressupõem o estabelecimento de verdade prévias;     
b) em que medida os métodos (1.3) e objetivos (1.4) propostos buscam o estabelecimento de verdades.
2.7. Ciência como atividade neutra: analisar na proposta:     
a) o impacto político da proposta


A lista acima não é um questionário. Representa apenas um rol de possíveis pontos de reflexão a serem, eventualmente, desenvolvidos (ou não) pelos interessados, sob as mais diversas formas: comentário neste post, elaboração de paper, elaboração de postagem no próprio blog, excerto da reflexão teórica da própria pesquisa etc.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

O papel do projeto de pesquisa na produção do conhecimento científico


O quadro abaixo visa representar um fluxo de produção do conhecimento científico. O projeto representa apenas a parte formal inicial de uma pesquisa de cunho científico. Ele é responsável por fazer a mediação entre o que o pesquisador quer saber e as informações que se pode construir a partir da realidade. Tais informações, devidamente sistematizadas, poderão dar origem a um novo conhecimento científico formal. Sem o Projeto, ou seja, sem a planificação de ações sistemáticas de prospecção de dados, o pesquisador não se diferenciaria de uma criança curiosa que busca entender um pouco mais sobre o mundo. O início do saber científico é a sistematização de uma dúvida e o seu aprimoramento na forma de Projeto.

Você já tem o seu projeto ou somente tem a cabeça cheia de dívidas?

Sugestão de atividade
  • Comente o fluxograma abaixo indicando, no seu caso:
a) quais as dúvidas;
b) qual a base empírica imaginada;
c) que ações imagina proceder com tal base empírica durante a pesquisa.

Fonte: LOPEZ, A. P. A. . Diretrizes para o desenvolvimento de projetos de cunho
científico
. Brasília: UnB: Gestão de Segurança da Informação e Comunicações, 2010;p.8.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

IV CNCT&I: um balanço ácido


Na semana passada ocorreu em Brasília a IV Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. O evento teve lugar em hotel luxuoso. Foi hiper concorrido e quem quis comparecer in loco foi obrigado a estacionar longe do hotel e submeter-se a um caminhada light, bem luminosa, considerando o escaldante sol do cerrado. Minha observações, reconheço, são bem ácidas, infelizmente. Espero que as discordâncias e a ênfase de aspectos positivos sejam postadas nos comentários, com o intuito de minimizar os aspectos negativos que aponto aqui.


No fundo achei que foi puro marketing apesar de algumas boas falas. A maioria do que foi dito me pareceu o supra-sumo daquilo que é o nosso melhor produto científico: indicadores. Temos indicadores maravilhosos. Azar da realidade que não condiz com eles. Vi representantes de fundações de amparo à pesquisa estaduais semi-analfabetos falando que é preciso aproximar mais a ciência do mercado e a universidade da academia!!! Qual academia? Aquela do Oscar? Vi também pesquisadores sérios que colocaram sim o dedo na ferida e mostraram que nem tudo são flores e apresentaram ótimos anti-indicadores... Excelentes palestras. Pena que foram poucas e pena que não representaram a tônica geral do evento. Em  termos práticos não vi nada de vmuito concreto que apontasse para a superação das deficiências atuais. 

A impressão geral foi de um grande evento mais preocupado em ampliar os laços ciência-mercado do que em aprimorar as bases estruturais da ciência-ciência. Sem essa última a questão do mercado fica muito complicada.


Ouvi dizer que o custo do evento foi de mais de R$ 4 milhoes. Não sei se as cifras são mesmo essas, mas não vejo sentido algum em gastar dinheiro público, da C&T para "bombar" as inscrições, que não seja um forte apelo de marketing: tantos mil inscritos compareceram. Passei no evento na tarde do primeiro dia. Ainda estavam sendo feitas inscrições, apesar de não haver mais espaço para caminhar para as palestras. A sessão que escolhi para assistir tinha gente embolada na rua, na frente do hall que antecede o saguão sem conseguir entrar. Imaginei: nossa! a sessão está mesmo concorrida. Não era isso: a plenária estava semi vazia, porque tratava-se do mesmo local onde o presidente Lula faria 4hs mais tarde um discurso sobre nossa maravilhosa política de CT&I. Detectores de metais e outras medidas de segurança impediam o acesso dos interessados à plenária.


Vi também milhares de publicações (de excelente qualidade gráfica, e custo compatível com tal luxo) desesperadas para serem doadas. Publicações publicitárias de empresas governamentais que versavam sobre as maravilhosas realizações e projetos em CT&I, Não pude deixar de pensar em como é difícil manter boas revistas científicas no Brasil e em quão dispendioso é publicar, em papel, tais revistas. O alto custo da edição tem sido, há muito tempo, o calcanhar de Aquiles que atrasa e, muitas vezes, derruba bons projetos editoriais. 

Além de uma bolsa de lona, com um desing maravilhoso (será excelente para transportar meu material da aula de metodologia), ganhei também um "voucher vale-lanche". Como, em função das dificuldades de acesso às plenárias, voltei para casa para assistir a conferência via web, não pude degustar a iguaria gourmet.


O fato é que muito pouco se discutiu sobre ciência, no sentido da troca e debate de idéias (comunicação "n" para "n") . Um pouco foi dito sobre ciência por renomados cientistas, porém de modo unilateral (comunicação um para "n"). Muito se falou sobre indicadores e sobre o maravilhoso patamar atual por ilustres ocupantes de cargos, alheios aos fundamentos da ciência (comunicação "blá-blá-blá", ou "n" para zero).

Vamos ver o que os leitores do blog acharam do evento...

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Qual seria a posição da UnB em um ranking ibero-americano?

 
O SCImago acaba de publicar o ranking ibero-americano SIR 2010, que inclui 607 IES que tenham publicado ao menos 1 artigo científico no período 2003-2008, nas revistas incluídas na base Scopus, abarcando mais 17.000 revistas. O ranking traz indicadores sobre a pesquisa nas universidades, analisando a produção de documentos científicos, a capacidade para realizar pesquisa em colaboração com outros países e a visibilidade/impacto científico da produção.

O ranking pretende ser uma ferramenta -- representativa e esquemática, porém significativa -- sobre a quantidade e qualidade das pesquisas desenvolvidas nas universidades ibero-americanas. Objetiva alcançar aos responsáveis pelas políticas públicas de fortalecimento à pesquisa no âmbito ibero-americano, assim como a esfera decisória dos programas de CT&I. Também é dirigido aos próprios gestores institucionais de recursos de pesquisa, como uma ferramenta de bechmarking.

Aqui no Brasil (para não falar do “grande” instrumento técnico que é o Guia do Estudante da Abril) continuamos com os fictícios relatórios do INEP, cujo acesso é sempre problemático, além dos indicadores produzidos pelo COLETA-CAPES...

Sugestão de atividade:

1. Antes de ler o relatório, indique qual a posição do ranking que você imagina para:
   a) USP;
   b) UNAM (México);
   c) UNICAMP;
   d) UnB.
   Lembre-se, são 607 posições e NÃO VALE espiar antes.

2. Acesse o documento na íntegra (clicando aqui), confira os resultados de seu chute e comente suas conclusões.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Exercício de formulação de resumos de pesquisa


A proposta é verificar o nível de entendimento que a comunidade ligada à Ciência da Informação tem do resumo de sua pesquisa.  A atividade ocorrerá da seguinte forma:
  1. Eduardo Alentejo postará um resumo na manhã de 6ªf, dia 21/maio;
  2. o resumo deverá: 
    ter até 150 palavras,
    apresentar o problema (ou objetivo geral) da pesquisa,
    indicar qual é a base teórica,
    indicar qual é a base empírica,
    sinalizar como se dará a execução (metodologia),
    primar pela precisão e clareza;
  3. quem vier na sequência comentará o resumo anterior quanto:
    a) clareza e compreensão,
    b) precisão,
    c) sugestões;
  4. após o que deverá postar seu próprio resumo, para que uma nova rodada seja iniciada;
  5. o prazo é até às 23:59, horário de Brasília, do dia 31/maio;
  6. em 1/junho o Eduardo comentará o último resumo, encerrando a atividade. 
Atividade semelhante já foi realizada neste blog, porém com um modelo mais aberto. Clique aqui para acessar, e analise os comentários detidamente.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Tudo o que você sempre quis falar sobre "Social Bookmarking" e nunca teve coragem de dizer

Imagem: Iuzuri

Está em andamento uma pesquisa sobre aplicativos de redes sociais na Internet e a sua utilidade na oferta de produtos de serviços de informação on-line. A primeira etapa de coleta de dados é identificar se...
  • Você sabe o que é social bookmarking.
Participe da enquete on-line no blog "Guia de literatura da Web" clicando aqui.


São duas etapas de resposta: 
1º Etapa - Responda a enquete, localizada no menu direito.
E
2º Etapa - Deixe um post confirmando seu voto (SIM ou NÃO), coloque o ano do seu nascimento. E, no caso de conhecer alguma ferramenta, especifique o nome delas. 


Mais informações sobre a pesquisa, dúvidas ou sugestões, entre em contato com a pesquisadora (mairamurrieta@gmail.com).
E
Navegue amplamente pelo blog da pesquisa de mestrado em  http://guialiteratura.blogspot.com


Imagem: Iuzuri

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Educação: para onde vamos?


Continuando a discussão sobre os rumos da universidade brasileira, o Correio Braziliense de ontem publicou um ótimo texto de Issac Roitman sobre o papel da universidade para alavancar o desenvolvimento nacional e sobre a importância de o país ter uma postura real, condizente com o discurso, que até o momento, historicamente falando, não ultrapassou os limites da demagogia política. É importante ainda alertar para o perigo do investimento maciço, sem qualidade, no ensino básico às custas do sucateamento (estrutural e pessoal) das universidades públicas.

Sugestão de atividade:

Leia e comente o texto abaixo:
Educação: para onde vamos?
Isaac Roitman
Membro titular da Academia Brasileira de Ciências e coordenador do Grupo de Trabalho de Educação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)
Na maioria dos países, os sistemas educacionais estão sendo revistos. Espera-se que a educação prepare os jovens para o mundo do trabalho, para sua independência econômica, para que eles possam viver de forma construtiva em comunidades responsáveis e para que possam conviver e compreender a diversidade cultural de uma sociedade que se transforma de uma forma muito rápida. Espera-se que a educação ajude os jovens a construírem suas vidas em um cenário de futuro que ninguém com certeza pode predizer. 
No Brasil, há muitas décadas todos os governos proclamam que a educação é sua meta prioritária. Proclamação demagógica e enganosa. Segundo todos os índices e pesquisas nacionais ou internacionais, a qualidade da educação brasileira é cada vez mais vergonhosa, constituindo-se como a maior das tragédias nacionais. O papel do educador enquanto facilitador da liberdade de aprendizagem para transformar socialmente os indivíduos não passa de uma intenção não concretizada na educação brasileira. 
Ainda durante 2010 o Congresso Nacional definirá o Plano Nacional de Educação (PNE), estabelecendo as metas e prioridades para o período de 2011 a 2020. A discussão será baseada nas proposições que deverão emergir da Conferência Nacional de Educação (Conae), evento que terminou no início de abril. Certamente, nossos parlamentares terão um cardápio de ações relevantes para a melhoria da qualidade de educação em todos os níveis. 
O PNE atual, assim como os anteriores, deverá pautar as ações necessárias em várias dimensões para mudar o cenário da educação do país: 1. Qualificação de professores com formação científica atualizada, adequada e comprovada; 2. Condições de trabalho que permitam a atualização permanente e acesso às metodologias modernas do ensino e aprendizagem; 3. Remuneração atrativa; 4. Substituição de conteúdos inúteis por exercícios de criatividade, crítica e de resolução de problemas; 5. Arquitetura escolar adequada; 6. Gestão eficiente; e 7. Avaliação interna e externa. Ou iniciamos agora uma verdadeira revolução na educação ou estaremos a lamentar nas próximas décadas ter perdido mais uma oportunidade de sermos protagonistas da transformação social que nosso povo merece. 
Sempre é bom lembrar e destacar que há algumas décadas vários países decidiram eliminar a tragédia da educação que os assolavam. Esses países não estavam em situação muito diferente da nossa. Vamos lembrar o exemplo da Coreia do Sul, que na década de 50 do século passado estava destruída por uma guerra civil que dividiu a Coreia ao meio e a maior parte da população vivia na miséria. Um em cada três coreanos era analfabeto. Hoje, oito em cada 10 chegam à universidade. 
A transformação começou com uma lei — integralmente respeitada — que tornou o ensino básico prioridade. Inicialmente, os recursos foram concentrados nos primeiros oito anos de estudo. Os frutos dessa decisão não demoraram a serem colhidos. O país começou a crescer rápido, em média, 9% ao ano, durante mais de três décadas. Hoje, graças à sólida massa crítica de cientistas que forma todos os anos, a Coreia está pronta para entrar no Primeiro Mundo, tendo como cartão de visita uma incrível capacidade de inovação tecnológica. 
Poderíamos pensar que os coreanos perderam a inquietação dos anos 1950. Ledo engano. Em dezembro de 2009, um documento foi elaborado pelo Ministério da Educação e Ciência e Tecnologia daquele país: Políticas e planos para 2010. Uma das metas seria o estímulo à criatividade na educação, sobretudo na básica. A meta envolvia a redução dos conteúdos e o incentivo ao domínio das linguagens, da matemática, dos estudos sociais e da ciência, da consciência da diversidade cultural, da habilidade para solução de problemas e da capacidade de trabalhar em grupos. 
Temos que decidir agora qual país legaremos aos nossos descendentes. Se nada fizermos, seremos no futuro uma sociedade com graves injustiças sociais, com índices assustadores de violência, com total desrespeito ao próximo e outras mazelas amplificadas que temos no presente. Certamente seremos um país colonizado e explorado. O futuro da educação está em nossas mãos. Cabe a todos nós decidir para onde vamos. 
Fonte: Correio Braziliense, 11/05/2010. p.19

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Pesquisa mostra que das duas uma: os homens são mentirosos ou gays.


O eterno problema da solidez dos dados e da sistemática da pesquisa voltou à tona no início de maio, quando o Correio Braziliense resolveu reproduzir dados de pesquisa sobre sexualidade da população brasileira (baixe aqui a reportagem completa). A reportagem, tal qual um papagaio bem treinado, limita-se a reproduzir os gráficos (ou elabora gráficos com dados da pesquisa, não fica claro) de um obscuro projeto chamado "Mosaico Brasil", que supostamente entrevistou 8 mil pessoas. Ao googlar "Projeto Mosaico Brasil" não fui direcionado para nenhuma página específica, apenas para notícias papagaiescas similares. O Lattes da pesquisadora apenas menciona o projeto no resumé, sem dar maiores dados em nenhum outro campo. Uma apresentação em power point, de 2008, com números "n" bem inferiores a 8.000 está disponível na web.

Sugestão de atividade:
Analise o gráfico abaixo e explique a discrepância entre os dados de frequência sexual entre homens e mulheres.

Esclarecimento: a ilustração do post não tem nada a ver com a pesquisa "Mosaico Brasil", mas pela seriedade apresentada pela grande imprensa, está quase lá...