Ambiente virtual de debate metodológico em Ciência da Informação, pesquisa científica e produção social de conhecimento

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segunda-feira, 22 de abril de 2013

Entrevista sobre metodologia de pesquisa

Recentemente dei uma entrevista para o curso de especialização em Gestão de Segurança da Informação e Comunicações que acredito que tem muita relação com o que venho desenvolvendo em aula e aqui neste blog.


Na versão anterior do mesmo curso que havia ficado responsável pela disciplina não presencial, para a qual foram elaborados um vídeo de apresentação (com áudio muito ruim) e um manual para desenvolvimento à distância de projeto de pesquisa:

     

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Bases empíricas e conceituais em teses de CI

Seguindo o esquema da ciranda-cirandinha, a atividade desta semana também será feita com interação de comentários dos participantes. O objetivo é saber diferenciar quais são as bases empíricas e quais são as bases conceituais utilizadas em testes relacionadas à Ciência da Informação. O primeiro participante,  Francisco Luziaro, deverá baixar a minha tese de doutorado (http://eprints.rclis.org/12862/) e identificar nela:
a) quais as bases conceituais utilizadas;
b) quais as bases empíricas utilizadas;
c) quais foram os métodos de pesquisa empregados para o trabalho com a base empírica.

O participante seguinte deverá:
a) comentar o entendimento do colega que o antecedeu;
b) escolher nova tese, que esteja disponível on-line e indicar a url da mesma;
c) quais as bases conceituais utilizadas;
d)) quais as bases empíricas utilizadas;
e)) quais foram os métodos de pesquisa empregados para o trabalho com a base empírica.
A mesma sistemática deverá se repetir até a noite do dia 24/04, 4ªf, quando, às 22:00, Luizaro comentará a respeito da análise do último colega, encerrando, assim, a atividade.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Como dizem por aí: "Homem e aluno é tudo igual; só muda o endereço... "


Na semana passada foi dada a largada para o turma 1/2013 de Metodologia do PPGCINF-UnB, com alguma procura por vagas de aluno especial e por inúmeras "juras de amor" por parte dos alunos quanto ao empenho e dedicação. O balanço inicial efetivo, mostra, à primeira vista, uma preocupante falta de comprometimento de parte significativa da turma. Vamos aos dados quantitativos:
  • Da lista inicial de 19 inscritos inicialmente, deve-se computar mais duas alunas, que estão em processo de regularização da matrícula e mais três alunos especiais selecionados (entre cinco candidatos), deixando a turma com 24 alunos.
  • Tod@s foram relembrados e avisados que deveriam ter feito a atividade inicial da disciplina, postada no dia anterior ao início (ver aqui). Na aula foi dado espaço para a execução da análise dos textos. Até o momento apenas 8 alunos colocaram comentários no post em questão, com uma taxa de eficiência de apenas 33%
  • Tod@s foram instruídos para mandar um e-mail ao professor o quanto antes, para poder ter acesso ao material de aula que, por questões de direitos de divulgação, não será publicizado no blog; foi solicitado o envio do nome completo e número de matrícula (para quem já tivesse um):
    > 3 alunos (13%)  fizeram isso no mesmo dia, sendo que em um caso o número de matrícula teve que ser pedido novamente;
    > 8 alunos (33%) fizeram isso no segundo dia, sendo que em um caso faltava o número de matrícula e em outro o nome completo e o número de matrícula;
    > no final de semana mais 3 alunos se inscreveram, perfazendo um total, nos primeiros 4 dias, de 14 alunos ( 58%); ou seja, mais do que 40% da turma optou por não aproveitar o final de semana para preparar os textos da aula seguinte;
    > até o momento, isto é, 16hs antes da aula, ainda há 6 alunos (25%) que não irão receber o material antes da aula, sendo que um dos inscritos após o final de semana, ainda não retornou informação para complementação de dados;
    > dos 18 convites enviados para compartilhamento dos textos na Dropbox há dois alunos que ainda não acessaram a pasta para leitura do material; tais dados, somados aos 6 alunos da informação anterior perfazem um preocupante indicador de 33% de alunos que, passada uma semana de curso ainda não tiveram contato com o material de leitura da segunda aula!
  • Sendo este blog o principal veículo de contato com os alunos, tod@s foram instruídos para se inscreverem no feedburner e receberem automaticamente informações sobre novas postagens:
    > apenas 7 alunos (29%) aparecem na minha listagem-feed, sendo que um deles não chegou a enviar e-mail para cadastro com o professor.
Três atividades extremamente simples (mandar e-mail, comentar um texto leve de divulgação científica e se inscrever para receber atualizações das tarefas) tiveram um nível de ineficiência assustador para alunos que pretendem desenvolver pesquisa e estar na ponta do desenvolvimento acadêmico do país. Os alunos de pós  stricto sensu de universidades públicas devem representar menos de 1% da população brasileira e têm sua formação e capacitação bancados pela sociedade. Deveriam, no mínimo, agir de modo mais responsável. São problemas de cultura educacional (ou da falta dela) que faz com que pessoas que se esforçaram bravamente para conseguir um espaço em um dos três melhores cursos de pós em CI do Brasil (de acordo com a CAPES, no momento) tenham atitudes altamente questionáveis quanto à maturidade.

Visando aprimorar a discussão sobre dados quantitativos e análise qualitativa, recomenda-se que tod@s (inclusive os leitores não-alunos da disciplina atual) façam uma análise sobre o potencial de contribuição científica da UnB à Ciência da Informação (como um todo), tendo como base a amostra não probabilística e os dados quantitativos elencados neste post. Favor usar o campo "comment" abaixo para tal finalidade.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Pesquisa sobre cidadania

Sempre com o intuito de colaborar para a reflexão sobre instrumentos de coleta de dados, este Blog, divulga mais uma pesquisa para ser analisada. Sugiro que a análise sobre instrumento seja feita nos "comments", somente após de abrir e preencher o questionário.
Boa sorte!

Copiado de Educação à Brasileira

Pesquisador da UnB investiga a relação do Cidadão com o Congresso Nacional.

O questionário elaborado pelo pesquisador Thiago Carneiro, aluno de Doutorado do Departamento de Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações da Universidade de Brasília, busca identificar como os cidadãos enxergam e interagem com o Congresso Nacional. As perguntas versam sobre questões da política que se refletem no nosso cotidiano, permitindo que o participante avalie a imagem da instituição e as oportunidades de que dispõe para transformá-la.


O participante não precisa se identificar. As respostas são tratadas de forma agrupada. Para responder à pesquisa, basta clicar no link Pesquisa: O Cidadão e o Congresso Nacional

Caso deseje conhecer os resultados da pesquisa, escreva para o pesquisador (lopescarneiro@unb.br), que você receberá uma mensagem quando os resultados ficarem prontos.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Angústia para gerar angústia.


Fonte da imagem: The Wall - Wired.com

O relatório de estágio de docência em nível de doutorado na Ciência da Informação produzido por mim chegou a seguinte conclusão sobre seus resultados: faltou angústia.

Planejei uma aplicação de questionário acreditando que o tema seria suficiente para gerar o interesse. Na opinião do autor, tentando sublimar toda sua culpa, a principal questão, que também foi o ponto central dos debates no âmbito da disciplina de Estágio de Docência, é: como gerar a vontade de conhecer?

A vontade de conhecer não surgiu na turma na proporção que o catálogo resultante do questionário, compartilhado com a turma, daria acesso a novas ferramentas úteis. Poucos preencheram o questionário a partir desse chamariz.

A resposta, realmente parece estar na pregação da dúvida, em um olhar filosófico; na geração da tensão, se por um viés físico; no estímulo da diferença de concentração, em uma abordagem biológica; ou na instalação da angústia, psicologicamente falando com o termo utilizado pelo supervisor do estágio.

A angústia leva ao aprofundamento por ter se transformado em uma necessidade do individuo, mas ela poderia ser gerada por coerção? Explico, no caso nosso onde faltou a inserção da atividade no quadro de tarefas da disciplina o questionário não gerou angústia suficiente?

A conclusão é que a angústia deve produzir conhecimento, informação aplicada, e não tarefa repetida, obrigada. A falha parece ter sido mais na indicação de quais seriam os pontos interessantes na atividade do questionário em ligação com a realidade dos estudantes do que nos mecanismos de coerção.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Considerações sobre a base empírica e dúvidas sobre o tema

copiado de The New York Times - Science
* Alessandra Araújo 
* Laila Di Pietro 
* Marcelo Scarabuci 

Alguns alunos saíram da aula sobre o assunto – Base empírica, com algumas dúvidas. As colocações do Professor nos confundiram, de certa forma, porém como pesquisadores iniciantes, e dessa forma cheio de dúvidas e questionamentos não poderíamos deixa-las, ao menos, tentar responder. 

A primeira discussão, e claro dúvida foI sobre a relação do empirismo ou empiricismo? Tem diferença saibam disso. Ou seja, o empirismo é descrito-caracterizado pelo conhecimento científico, a sabedoria é adquirida por percepções; pela origem das ideias por onde se percebe as coisas, independente de seus objetivos e significados; pela relação de causa-efeito por onde fixamos na mente o que é percebido atribuindo à percepção causas e efeitos; pela autonomia do sujeito que afirma a variação da consciência de acordo com cada momento; pela concepção da razão que não vê diferença entre o espírito e extensão, como propõeo Racionalismo e ainda pela matemática como linguagem que afirma a inexistência de hipóteses. 

Na ciência, o empirismo é normalmente utilizado quando falamos no método científico tradicional (que é originário do empirismo filosófico), o qual defende que as teorias científicas devem ser baseadas na observação do mundo, em vez da intuição ou da fé, como lhe foi passado. 

Para um aluno, a base empírica pareceu ser aquilo que vai ser "estudado" na pesquisa (não se conseguiu definir um termo pra isso), entretanto não seria o objeto de pesquisa, e sim aquilo que nos daria os dados paratal. Dessa forma, conclui-se que, na pesquisa que irá desenvolver, pois seu tema é Organização de acervo fotográfico, em uma determinada instituição, por exemplo, o objeto seria o Acervo Fotográfico dessa instituição, porém a base empírica seriam os dados levantados pelos questionários aplicados nesse local, nessa instituição, bem como, as informações dos manuais utilizados para organização desse acervo e, também o próprio acervo, uma vez que a coleta de dados se dará, também através da observação. 

Para outro aluno, que estudará a preservação de suportes de som, a base empírica pode ser o que está entre a ação (metodologia) e o objeto. Logo, se temos como método "analisar a conservação" e objeto "o acervo de discos x", o que resultar disso será a base empírica. Os dados coletados são os dados que “filtramos”, depois de identificar parte do universo empírico da pesquisa. A base empírica então está acima ainda dos dados, seria ela a coleta de dados "suja"(?). 

A base empírica, assim como o conhecimento empírico, vai variar de pessoa para pessoa. Se o mesmo método for aplicado a um mesmo objeto, por pessoas diferentes, o resultado será diferente. Este resultado é a base empírica da pesquisa. Portanto a base empírica é mutável pela mudança do pesquisador, pela mudança de métodos e, claro, pela mudança de objeto.

Uma pesquisa, portanto, começa sem a base empírica em si, mas apenas com um indicativo de seus instrumentos (método e objeto).Para alguns, sobre começar a pesquisa sem base empírica, segundo primeira interpretação do assunto, entende-se que é possível você começar sem a base empírica, uma vez que você vai criar, por exemplo, questionários ou roteiros de entrevista para o levantamento dos dados que serão analisados. Mas também podemos pensar que esses dados já existiam, você apenas não havia identificado. Será?” 

Ficaram as perguntas: 
  • Uma pesquisa pode começar sem uma base empírica? 
  • A base empírica deve conter elementos da metodologia (instrumentos, etc)? 
  • A base empírica pode ser modificada com o desenvolvimento da pesquisa? 
  • A base empírica não é apenas o local e o que vamos estudar? 

* Alunos da disciplina Metodologia da Pesquisa - PPGCINF/UnB

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Saiba mais sobre softwares que auxiliam na sua pesquisa: desde questionários até análises sofisticadas

Copiado de The Survival Wire

Um estudante de pós-graduação em dado momento se depara com a necessidade de contar com softwares que o auxiliem a coletar dados e posteriormente analisá-los. Dentre os softwares que auxiliam o pesquisador a elaborar questionários, destacam-se o LimeSurvey e o Survey Monkey.


O Lime Survey pode ser usado gratuitamente para quem precisa de até 25 respostas para o questionário. Assim, pode ser bem usado para pesquisas cuja amostra seja pequena. Se o número de respostas for superior a 25 pessoas, pode-se adquirir uma licença do software. Os dados coletados on-line podem são armazenados em banco de dados SQL. É possível visualizar as respostas inseridas, obter estatísticas a partir das respostas, exportar os resultados para o formato Word, Excel, CSV e PDF. Também é possível exportá-los para os softwares SPPS e o .R

Também há o software Survey Monkey com as opções de acesso BASIC (gratuito para até 10 respostas), PLUS (R$49,00 para uso em 1 mês), GOLD (R$599,00 - ano) e PLATINUM (R$1.599,00 - ano). O interessante do Survey Monkey é que o site está disponível no idioma Português, o que não ocorre com o Lime Survey, disponível apenas no idioma Inglês.

Além desses softwares que casam a opção de elaborar e divulgar o questionário para a resposta e armazenar seus dados, gerando análises, também há softwares que auxiliam o pesquisador na administração dos seus textos, na análise de imagens, vídeos dentre outros. Esses outros softwares se enquadram na categoria de Computer Assisted Qualitative Data Analysis Software (CAQDAS). De acordo com Lage (2011) os CAQDAS surgiram no início da década de 1980, tornando-se populares na Europa e Estados Unidos, em especial após a disseminação dos computadores pessoais em meados da década de 1990. Normalmente são pagos, mas com trial disponível por 30 dias. Os mais sofisticados e conhecidos nessa categoria são os softwares NVivo e do Atlas/ti. Para saber mais sobre CAQDAS, acesse os artigos de Lage (2008) e Lage (2011).


O Nivo9 é um software que auxilia na análise de conteúdo. Nele é possível armazenar todos os artigos utilizados em seu projeto de pesquisa. Também é possível fazer comentários nesses artigos e relacioná-los com outros artigos de interesse. O software permite a inserção de fotos, vídeos, bem como realizar a sua análise no próprio software. O NVivo gera análises interessantes de palavras freqüentes (na forma de nuvem de tags ou outras visualizações). Nas entrevistas transcritas podemos relacionar as respostas dos diferentes participantes, criando dessa forma um relacionamento/categorização das respostas. O NVivo é muito usado para quem utiliza a Teoria Fundamentada em Dados (Grounded Theory). Para saber mais sobre o NVivo clique aqui . A QSR (empresa que comercializa e desenvolve o NVivo) oferece demonstrações gratuitas em Português regularmente. Nessas demonstrações muito se aprende sobre a utilização do software e é possível fazer perguntas aos apresentadores. Você deve registrar-se já que espaço é limitado e você precisará conexão a Internet e microfone/fone de ouvido ou telefone para participar. As próximas apresentações, em Português, estão agendadas para os dias 02/08/2011 e 23/08/2011 sempre às 11h. Os interessados precisam se cadastrar antecipadamente, por isso acesse o site. No site da empresa há vários vídeos disponíveis com tutoriais do software. Acesse os vídeos aqui. Além dessas apresentações, há cursos em níveis mais avançados que podem ser adquiridos pelo usuário da ferramenta. O curso Nvivo Fundamentals tem duração de 3 dias, com sessões de duas horas em cada dia. Eles usam a plataforma Webinar para ministrar as aulas. O investimento em dezembro de 2010 para o curso em questão era de $290,00.

O Atlas/ti permite codificar e analisar arquivos em Word, rich text, PDF, Imagem, Video, Áudio e Geo-referência (google earth). Ele teve sua primeira versão disponibilizada em 1993 e desde então suas funcionalidades têm sido aprimoradas. Também é muito usado pelos pesquisadores que utilizam a Teoria Fundamentada em Dados (Grounded Theory). Mais informações sobre o software podem ser obtidas no Fórum de discussão do software. Se você tem interesse em usar um desses softwares, sugiro a leitura do artigo “NVivo 2.0 and ATLAS.ti 5.0: A Comparative Review of Two Popular Qualitative Data-Analysis Programs” que, como o próprio título sugere, faz uma comparação entre os respectivos softwares. Observe que a versão do NVivo citada no artigo é a 2.0. Para acessar o artigo clique aqui

Nesse post, muito foi comentado sobre a Teoria Fundamentada em Dados. Assim, se você deseja saber um pouco mais sobre essa Teoria clique aqui.

Agora que você já dispõe de informações sobre softwares de apoio à pesquisa, mãos a obra!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Questionamentos na Ciência...

Fonte: Ganso Bicudo

 Por: Carlos H. J. Silva*

A imagem acima é uma provocação à questão da verdade científica. Acreditar cegamente no que a ciência diz, pode nos levar a não acreditar no real. Na imagem acima, apesar de ser uma brincadeira, utiliza-se de duas teorias populares: a já mega conhecida e “comprovada” Lei de Murphy (cujo um dos princípios é de que o pão sempre caíra com a manteiga pra baixo ou suas variantes) e outra Lei, da qual não sei o nome, que diz que todo gato sempre cai em pé, assim vou chamá-la de Lei do Gato Em Pé. 

Partindo da idéia de que ambas as leis são verdadeiras, na teoria as duas unidas resultarão num gato flutuante, correto? Em teoria sim, mas a realidade é essa? Acredito que não, pois nunca tentei colocar um pão com a parte da manteiga voltada para cima nas costas de um gato e o soltei de altura considerável, mas creio que o máximo que acontecerá é o gato cair em pé e o pão cair no chão... 

Mas o que quero dizer com isso? Quero dizer que a ciência deve ser refletida, pois ela não porta uma verdade absoluta e, sim, uma verdade momentânea, mesmo que meus exemplos não sejam “científicos”, servem perfeitamente de parâmetro para o que quero dizer. Assim, o questionar faz parte da ciência, pois é o colocar em xeque que faz a ciência caminhar. Refletir na ciência sobre a ciência é parte da construção do conhecimento humano. 

Nesse contexto, pensar sobre o que lemos e escrevemos (sim, afinal devemos estar atentos ao que produzimos também!), fazer críticas, tecer comentários, estudar mais profundamente um assunto, dar um feedback ao pesquisador etc, faz com que a ciência evolua. Pensar o trabalho alheio faz com que novas pesquisas surjam, que novos rumos sejam traçados dentro de outras pesquisas. Assim, o criticar, no sentido de contribuir, pode ser mais útil à ciência do que um trabalho que não passa pelo crivo crítico. 

Para o pesquisador, dessa forma, o comentário de seus pares é um dos aspectos mais importantes da construção e desenvolvimento da pesquisa científica, pois tais comentários podem servir de parâmetro para que ele verifique se está ou não no rumo certo em suas pesquisas ou até mesmo um teste para saber como seu trabalho será recebido na comunidade científica. Aliás, tal “sociedade invisível” (ou colégio invisível, como queiram) de pesquisadores é um dos meios mais importantes tanto na avaliação como na divulgação científica, pois é ela quem julgará ou não a validade do seu trabalho, proporá mudanças, enfim, a comunidade científica são os pares dos quais falamos anteriormente e são eles os responsáveis por mover a ciência rumo à novas pesquisas, novas vertentes, novas ciências, novos conhecimentos. 

Referência:
MUELLER, Suzana Pinheiro Machado. O crescimento da ciência, o comportamento científico e a comunicação científica: algumas reflexões. Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte, v. 24, n. 1, p. 63-84, jan./jun. 1995.

* Carlos é aluno especial do PPGCINF-UnB e autor do blog Relatos de Memória.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Precisando de uma boa ferramenta de questionários on-line? Seus problemas acabaram...


Você precisa fazer uma pesquisa abrangente, urgente, com um questionário on-line, que tabule tudo automaticamente e ainda lhe mostre relatórios gráficos? Seus problemas realmente acabaram...

O Google Formulário está disponível há um bom tempo no Google Docs como uma versão de alimentação de planilhas dessa suíte de escritório na nuvem e sua facilidade de uso só tem aumentado.

Para qualquer questionário básico, com perguntas que listam opções fechadas ou com questões abertas, um formulário pode ser construído em minutos, sim minutos.

O questionário funcionará como um formulário de alimentação de uma planilha, tabulando tudo automaticamente, gerando também gráficos automáticos de acompanhamento das respostas.

E não termina por aí, permite a disponibilização dentro de um e-mail ou o envio só do link para preenchimento; permite colocá-lo dentro de uma página web ou um blog, como o exemplo abaixo; permite o uso de funções estatísticas próprias de planilhas de cálculo direto nos dados coletados; em suma, permite desde uma pesquisa internacional até a coleta de opiniões para a festa do final de semana

Como uma primeira ajuda vá até este link em português de Portugal, que encontrarás um pequeno resumo das funcionalidades dessa ferramenta, deveras útil e mais completo que a própria ajuda do Google sobre o assunto.

E para terminar:

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Gestão Ambiental na Construção Civil em Aguas Claras! Se você é morador, participe da pesquisa.

Adaptado de Correio do Brasil
Essa pesquisa procura identificar se as empresas de construção civil do Distrito Federal incorporam as recomendações das políticas ambientais e quais as consequências para elas, a sociedade e o meio ambiente da não-adoção das práticas sustentáveis em suas atividades.

Nesta etapa da pesquisa estou coletando dados com os 180 edifícios residenciais de Águas Claras. Assim, se você é morador de Águas Claras, por favor, participe da pesquisa.

As informações são totalmente confidenciais e só serão usadas para análises estatísticas.

Leva-se, no máximo, 05 minutos para responder!!!
Por favor, participem!!!

Para acessar o questionário clique aqui.

Se você tiver interesse em receber o relatório da pesquisa, por favor envie um e-mail para michelleadmdf@gmail.com

Dúvidas e sugestões, também envie um e-mail para michelleadmdf@gmail.com

Obrigada!

Bacharel em Administração de Empresas – Universidade Católica de Brasília.
Especialização em Gestão do Conhecimento em Recursos Humanos (UPIS)
Aluna do Mestrado em Planejamento e Gestão Ambiental – Universidade Católica de Brasília.

Título da Pesquisa: "GESTÃO AMBIENTAL NA CONSTRUÇÃO CIVIL EM ÁGUAS CLARAS – DF

Professor orientador: Dr. Genebaldo Freire Dias.

Sugestão de atividade para TOD@S meus alunos: preencher o instrumento de criação de dados e postar nos comments daqui uma análise crítica (pode ser construtiva) sobre o mesmo.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Repositório de jornais impressos



O portal Google news traz uma excelente fonte de informação para o trabalho com jornais atuais e antigos. Por exemplo a coleção do Jornal do Brasil, está com 17.706 exemplares digitalizados, desde 1891 até 1999. No portal é possível ampliar a página, folhear o jornal e até imprimir. Confira a coleção do extinto jornal em suporte físico aqui. Acesse o portal, para consultar outros títulos, aqui.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Pesquisa sobre Lingerie de Luxo com as mulheres do DF.


Essa pesquisa realiza uma análise aplicada à escolha de lingerie, avaliando o consumo de luxo por mulheres do DF.

As informações são totalmente confidenciais e só serão usadas para análises estatísticas.

Leva-se, no máximo, 15 minutos para responder!!!

Por favor, participem!!!

Para acessar o questionário clique aqui.

Se você tiver interesse em receber o relatório da pesquisa, por favor envie um e-mail para marinalafeta@gmail.com

Dúvidas e sugestões, também envie um e-mail para marinalafeta@gmail.com

Obrigada!

Graduanda da UnB em Administração de Empresas
Monografia: Consumo de luxo - uma análise aplicada à escolha de lingerie
Professora orientadora: Doutora Solange Alfinito

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Pesquisa sobre valores políticos - PARTICIPE



Peter Ulrich Vieth Black, mestrando do Programa de Pós Graduação em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações, da UnB, solicita participação dos leitores deste blog em sua pesquisa. Assim como eu, Peter é contra o exercício da "cobaiização" dos depoentes na pesquisa social. E, como bem defende Tomanik, ele também é absolutamente favorável a manter seus depoentes informados sobre a pesquisa, com o devido cuidados de não comprometer a integridade dos dados a serem obtidos:
"Você está sendo convidado(a) a participar de uma pesquisa sobre valores políticos. As questões apresentadas nas próximas páginas indagam suas idéias e opiniões a respeito de alguns assuntos importantes e da forma que a nossa sociedade funciona. Também lhe é perguntado o que é importante para você e o quão similar ou diferente você é de outras pessoas. Essa pesquisa está sendo coordenada pelo Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (Brasília – DF). Você irá demorar entre 10 e 15 minutos para responder a todas as questões. Nós agradecemos a sua colaboração e por nos ajudar a compreender como o brasileiro escolhe em quem votar. Quaisquer dúvidas ou comentários, por favor, escreva para o pesquisador principal [peter.uvb@gmail.com]
[...]
Muito obrigado por sua participação
Para colaborar acesse o link da pesquisa clicando AQUI

Leia mais sobre a opinião deste blog em relação a necessidade de informar o depoente sobre a pesquisa acessando post aqui.

Um bom exemplo para situar o depoente nos objetivos da pesquisa, foi feito por ex-aluna desta disciplina, que disponibilizou o acesso ao seu blog, onde pode-se encontrar diversar informações. Ver post aqui,

Além do convite, Peter disponibiliza aos interessados a ficha técnica de sua pesquisa:

VALORES HUMANOS FUNDAMENTAIS, VALORES POLÍTICOS CENTRAIS E VOTO.
Peter Ulrich Vieth Black, peter.uvb@gmail.com.br
Mestrando (2/2009)
Orientador: Claudio Vaz Torres, claudio.v.torres@gmail.com
Laboratório de Psicologia Social
Linha de Pesquisa: Conteúdos e processos psicossociais do comportamento humano

O comportamento eleitoral é um dos comportamentos individuais mais complexos e sua análise tem sido objeto de discussão desde a criação da democracia. Nas últimas décadas a literatura tem privilegiado a idéia de que o voto, em seu nível individual, é determinado por três fatores: predisposições políticas, interesses pessoais e valores individuais. Esta pesquisa, que utiliza como referencial teórico a Teoria de Valores Humanos Individuais de Schwartz (1994), tem como objetivo analisar como um destes elementos, os valores individuais, influenciam no comportamento eleitoral. Para isso, pretendeu-se identificar a relação entre os valores humanos fundamentais e o que chamamos de valores políticos centrais, identificando a sua influência no comportamento eleitoral dos indivíduos. Para tal, uma medida de valores políticos centrais foi adaptada e validada no Brasil. Essa validação foi feita como primeira etapa desta pesquisa, contando com 998 participantes, sendo 56 % mulheres, média de idade de 26,52 anos (D.P.=12,54), 43% casados e 74% responderam por meio de questionário eletrônico. Como resultado desta etapa obteve-se 8 fatores explicando 48,48% da variância e com dois itens da escala sendo retirados. Assim, três proposições foram formuladas para a segunda etapa: a primeira é que os valores humanos organizam e dão coerência aos valores políticos centrais; a segunda é que os valores políticos centrais mediam a relação entre valores humanos e voto; a terceira é que diferentes estruturas de valores predizem a intenção de voto em diferentes candidatos que concorrem ao cargo de Presidente da Republica Federativa do Brasil na eleição de 2010. O instrumento a ser utilizado constará de quatro partes: a primeira é composta do Questionário de Valores Humanos de Schwartz; a segunda, de questionário de Valores Políticos Centrais; a terceira, de questionário com itens sócio-demográficos e uma medida de posicionamento político e voto. A coleta será realizada entre os dias 10 de setembro de 2010 e 03 de outubro de 2010, dia em que ocorre a eleição presidencial brasileira. A meta é coletar 450 respostas sendo dois terços por meio de questionário eletrônico e um terço por meio de instrumento impresso a ser aplicado no posto de atendimento ao cidadão, Na Hora, localizado na Rodoviária do Plano Piloto, Brasilia. Será realizada ainda uma terceira etapa após a eleição, quando, por meio de e-mail, fornecido na segunda etapa, será investigado em qual candidato a presidente o participante efetivamente votou. Acredita-se que esse dado poderá ser utilizado como critério de confirmação da predição proposta. Para a análise dos dados serão utilizadas regressões hierárquicas, uma vez que já se tem um modelo teórico da relação entre valores básicos, valores políticos e voto. Espera-se que com este estudo se compreenda melhor como e até que ponto os valores influenciam no comportamento eleitoral.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Sugestão de leitura


O grupo do seminário de hoje, sobre coleta e análise de dados, trouxeram à aula, como elemento de comparação o excelente livro de Wayne Booth e outros. Carlos Eduardo Brasileiro, aluno do mestrado, se comprometeu a, brevemente, elaborar uma pequena nota sobre a obra (quem sabe uma resenha...) a ser disponibilizada neste blog.

Uma prévia da obra está disponível no GoogleBooks:
  

Se preferir acesse a obra no GoogleBooks diretamente clicando aqui.

domingo, 27 de junho de 2010

Vídeo introdutório sobre metodologia de pesquisa


Apresentação da disciplina de Metodologia de Pesquisa para o curso de especialização em Gestão de Segurança da Informação e Comunicações - UnB. O áudio está ruim e o foco é para a turma que fará a disciplina à distância, porém algumas questões comuns a qualquer pesquisa científica são levantadas.  Alguns dos fluxogramas lá utilizados já foram postados aqui anterioremente:

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Bases conceituais e empíricas

Copiado de New Press Release´s
O foco da aula do dia 17/06 será a discussão sobre as bases conceituais e empíricas, tendo como contraponto o doutoramento de Roberto Miranda (baixe aqui). A discussão sobre as bases conceituais abrange o importante tópico da revisão de literatura, atividade fundamental, muitas vezes feita de modo automático e desvinculado da pesquisa, infelizmente. Qual é o seu "tipo" predileto para a revisão bibliográfica? Leia aqui o excelente artigo de Alda Alves sobre o tema.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Pesquisa mostra que das duas uma: os homens são mentirosos ou gays.


O eterno problema da solidez dos dados e da sistemática da pesquisa voltou à tona no início de maio, quando o Correio Braziliense resolveu reproduzir dados de pesquisa sobre sexualidade da população brasileira (baixe aqui a reportagem completa). A reportagem, tal qual um papagaio bem treinado, limita-se a reproduzir os gráficos (ou elabora gráficos com dados da pesquisa, não fica claro) de um obscuro projeto chamado "Mosaico Brasil", que supostamente entrevistou 8 mil pessoas. Ao googlar "Projeto Mosaico Brasil" não fui direcionado para nenhuma página específica, apenas para notícias papagaiescas similares. O Lattes da pesquisadora apenas menciona o projeto no resumé, sem dar maiores dados em nenhum outro campo. Uma apresentação em power point, de 2008, com números "n" bem inferiores a 8.000 está disponível na web.

Sugestão de atividade:
Analise o gráfico abaixo e explique a discrepância entre os dados de frequência sexual entre homens e mulheres.

Esclarecimento: a ilustração do post não tem nada a ver com a pesquisa "Mosaico Brasil", mas pela seriedade apresentada pela grande imprensa, está quase lá...

domingo, 11 de abril de 2010

O que é ciência e o que é experimentação em ciência?


Alguns manuais defendem que é necessário haver experimentação, concomitante a uma observação sistemática, para que a pesquisa seja considerada científica. Outros vão mais além e afirmam que a experimentação tem que, necessariamente, contemplar uma variável independente e variáveis dependentes. As conclusões científicas seriam resultado da comparação das variáveis dependentes, em função de múltiplas experimentações em relação à variável independente. Outros mais radicais vão mais além e afirmam que isso tudo apenas terá valor científico se for analisado através de métodos quantitativos. Esse é um modelo de ciência tradicional e muito calcado na perspectiva das ciências exatas, dentro de uma abordagem voltada para ciência enquanto prova. Qual é a sua opinião sobre isso? 

Recebi convite para participar de uma pesquisa on-line sobre café. Até tentei colaborar mas achei o questionário longo demais. Mesmo assim formei um opinião sobre uma série de "póréns" da pesquisa. 

A sugestão de atividade é entrar no site da pesquisa on-line e analisá-la sob a ótica de um pesquisador, não de um respondente. Mas para isso vai ser necessário responder, ainda de parcialmente, o questionário.

Acesse aqui o site da pesquisa do café e faça seus comentários abaixo.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Falando sobre SEXO
(ou "Qualquer resultado científico é válido?")

Uma reportagem indica uma pesquisa que associa infidelidade masculina ao QI.
Ao ler a reportagem, de saída, vejo dois graves problemas:
  • um ligado aos pressupostos;
  • outro ligado ao dados.
Quais seriam esses problemas?
Quais outros problemas metodológicos você vê nessa pesquisa?
Acesse a nota de ciência para dumbies aqui e opine.

domingo, 21 de março de 2010

Textos para as próximas aulas


Aula 3: discussão de projetos de doutorado de André Lopez e Antonio Figueiredo (clique nos nomes para o download);

Aula 4: discussão sobre definição de escopo de pesquisa. Texto de Eduardo Tomanik sobre redação científica (a ser enviado por e-mail) e tese de Paulo Elian (clique aqui para baixá-la da base USP) a ser PROBLEMATIZADA pelo grupo 1 de seminário;

Aula 5: discussão sobre bases empíricas e conceituais a partir de PROBLEMATIZAÇÃO da tese de Roberto Miranda (clique aqui para baixá-la) a ser feita pelo grupo 2 de seminário.

OBS: as datas serão definidas em função da alteração do calendário após a greve.