O eterno problema da solidez dos dados e da sistemática da pesquisa voltou à tona no início de maio, quando o Correio Braziliense resolveu reproduzir dados de pesquisa sobre sexualidade da população brasileira (baixe aqui a reportagem completa). A reportagem, tal qual um papagaio bem treinado, limita-se a reproduzir os gráficos (ou elabora gráficos com dados da pesquisa, não fica claro) de um obscuro projeto chamado "Mosaico Brasil", que supostamente entrevistou 8 mil pessoas. Ao googlar "Projeto Mosaico Brasil" não fui direcionado para nenhuma página específica, apenas para notícias papagaiescas similares. O Lattes da pesquisadora apenas menciona o projeto no resumé, sem dar maiores dados em nenhum outro campo. Uma apresentação em power point, de 2008, com números "n" bem inferiores a 8.000 está disponível na web.
Sugestão de atividade:
Analise o gráfico abaixo e explique a discrepância entre os dados de frequência sexual entre homens e mulheres.
Esclarecimento: a ilustração do post não tem nada a ver com a pesquisa "Mosaico Brasil", mas pela seriedade apresentada pela grande imprensa, está quase lá...

