Ambiente virtual de debate metodológico em Ciência da Informação, pesquisa científica e produção social de conhecimento

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sexta-feira, 16 de maio de 2014

Estândares para publicação de textos acadêmicos


Tomanik, um dos mais ilustres colaboradores deste blog, comentou uma vez ("O Olhar no Espelho", cap 2) que, muitas vezes se confunde erroneamente metodologia com um conjunto de regras de apresentação. Infelizmente, essa parece ser a regra vigente no Brasil, na absoluta maioria das monografias universitárias, cuja análise pela banca costuma se deter apenas nos elementos formais. Os elementos formais, sem dúvida, são importantes (como já indicamos em alguns posts anteriores), mas somente se o conteúdo for bom. Seguir bem as normas da ABNT não dá nenhuma garantia da qualidade do trabalho.

O que muita gente sequer suspeita é que a ABNT tampouco é um padrão universal, mesmo sendo utilizada pelas boas revistas científicas brasileiras; boas, de acordo com os nossos critérios nacionais, diga-se de passagem. No mundo acadêmico internacional, a ABNT não existe como padrão de qualidade; ou seja, as revistas científicas tidas como internacionalmente boas, pelo resto do mundo, não usam a ABNT. Isso é algo que pode representar um dilema para alguns editores brasileiros, pois, se quiserem elaborar um material nacionalmente aceito devem, quase como que uma obrigação religiosa, usar a ABNT. Por outro lado, se buscarem aceitação com pares internacionais, em relação de igualdade acadêmica, esse padrão não serve. Um dos estândares mais utilizados no mundo científico é a APA, sigla que se refere à Associação Americana de Psicologia, cujas regras de apresentação formal de textos estão presentes por toda parte; exceto no Brasil.

A ABNT é uma norma paga, restrita a quem compra o direito de acessá-la. O jeitinho brasileiro sempre providenciou cópias pirata dela, desde o tempos das fotocópias borradas, porém todas essas cópias, de saída, já nasceram fora das regras dos direitos de reprodução. Com base nessa restrição, proliferam no Brasil textos que ensinam a usar a norma, muitas vezes com a indevida roupagem de manual de metodologia, reforçando a impressão equivocada aludida por Tomanik.

 A APA, pelo contrário, é vendida somente para quem quer adquirir o manual completo. O próprio site disponibiliza tutoriais bastante completos e cheio de exemplos, tornando o "estilo" (o nome correto é APA Style, sem a carga impositiva do termo "norma") bastante acessível e, mais importante ainda, com contorle sobre o material de formação de novos usuários. Não há nenhum impedimento para que outros autores produzam seu próprios manuais, os quais terão, sem dúvida, uma ressonância muito limitada já que o existe material on-line "oficial" gratuito. É provável também que quem efetivamente queira comprar um manual opte por adquirir o produto "oficial". Supõe-se que com o estreitamento de um mercado editorial dedicado ao uso do estândar, os autores estadunidenses não produzam tantos textos disfarçados de metodológicos sem o serem de fato. 

No Brasil, a encruzilhada torna-se mais complicada no momento atual, no qual muitas revistas, de olho na expansão para/com a América Latina, não apenas estão aceitando textos em castelhano, como, em alguns casos, tentando publicar volumes inteiros no idioma de Cervantes. A questão é como "obrigar" que o autor hispano-americano use a ABNT. Nos outros países latino-americanos, cada vez mais a APA vem sendo adotada como o padrão de publicação local, mesmo com o risco de se tornar dependente de definições externas. Alguns críticos poderão argumentar, com alguma razão, que a adoção de um estândar estrangeiro (a APA representa uma associação profissional de um país, não sendo um estândar internacional) poderia nos colocar em uma situação análoga a alguns países, que por não terem uma economia sólida, se renderam a adoção do dólar como moeda local, ampliando os problemas de dependência econômica dos EUA.

Não se trata de defender este ou aquele estândar, porém de ter conhecimento da existência de outros -- e a APA é apenas mais um entre vários outros -- e saber que as normas nacionais são absolutamente limitadas ao território (conforme indica o adjetivo "brasileiro", da sigla ABNT). Na ausência de um estândar a ser criado, pela ainda inexistente associação latino-americana dedicada ao tema, essa opção permite uma melhor circulação científica, em nível mundial, daquilo que produzimos deste lado do atlântico e permite que a produção bibliográfica de nossos países possa estar mais integrada. A questão não é de dominação, porém de integração e circulação do conhecimento científico.

Para quem quiser melhor conhecer o recurso, a página da APA Style (aqui) é uma boa opção; lá é possível aceder a um tutorial gratuito (aqui) ou a um blog dedicado ao tema (aqui). Quem tiver dificuldades com o inglês pode se valer das boas opções existentes em castelhano. A comunidade RedDOLAC, dedicada à integração de experiencias e tecnologias didáticas, sediada no Peru, divulgou recentemente (ver aqui) apostila feita no Equador sobre como aplicar a APA em publicações acadêmicas (baixar do blog "Yo Profesor" aqui). As editoras científicas colombianas certificadas pelo governo de lá utilizam a APA. Um extrato de um curso feito na Colombia sobre a APA, publicado no México, está disponível em um site da Universidad Nacional Experimental del Táchira, Venezuela (aqui). Insistir em um modelo "normativo" nacional pode parecer teimosia, ou, até mesmo, piada:

Copiado de "Boa Dica"





terça-feira, 18 de março de 2014

Um puxadinho no Blog: motivos e intenções

  • Um: tenho acompanhado com alguma periodicidade as discussões promovidas pelo André aqui no blog. Elas têm me divertido e ensinado muito.
  • Dois: trabalhei com o André em Maringá e em Brasília e gosto do modo como ele demonstra, na prática, algo em que acredito: é possível trabalhar séria e criticamente sem ser mal humorado ou chato.
  • Três: tenho, atualmente, mais tempo disponível que a maioria dos meus colegas, já que vivo a situação paradoxal de aposentado ma non troppo. É claro que, como aposentado, passei a receber e a assumir uma série de funções domésticas das quais a condição de trabalhador-com-horário-e-compromissos me isentava, mas isto é outra história. De qualquer forma, tenho algum tempo para dedicar às coisas que me dão prazer.
  • Quatro: velhos gostam de conversar e passam o tempo procurando vítimas para suas falas.
Resultado: resolvi finalmente aceitar um convite do André e me tornar colaborador periódico deste fórum de discussões. Dito de outra forma: ele cedeu o espaço, eu resolvi construir um puxadinho aqui no blog e me instalar nele, ao menos por uns tempos.
Como iniciante nas artes e manhas do espaço virtual, resolvi começar abordando temas pequenos, quase marginais, que normalmente não têm espaço nas publicações e apresentações oficiais, mas que estão por aí, permeando nosso dia a dia acadêmico. Coisas como um cisco no olho ou uma pedrinha no sapato, que não teriam qualquer importância nem seriam percebidas, se não estivessem onde não deveriam estar e se não causassem incômodo, por isto.

Pretendo começar tratando de alguns maus hábitos (segundo minha avaliação) que vejo ser cometidos por muitos dos que se dedicam a escrever textos científicos e que, de tanto serem repetidos, deixam de ser percebidos e passam, mesmo, a ser considerados como parte dos padrões de redação acadêmica.

Se todo mundo faz, está certo? Frequência é igual à qualidade? Penso que não.

Espero que os textos que pretendo postar sejam úteis. Se não, que sejam divertidos. Se nada disso, que sejam ao menos perdoáveis. E perdoados.


domingo, 9 de março de 2014

Eduardo Tomanik é o novo colaborador do blog MCI

Copiado do Blog "Pesquisa-Ação", que cujas discussões devem muito ao Tomanik
Eduardo Agusto Tomanik, se auto descreveu em seu lattes assim: Licenciado em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Mestre em Psicologia Comunitária pela Universidade Federal da Paraíba e Doutor em Psicologia Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Foi professor associado da Universidade Estadual de Maringá, atuando no Curso de Graduação em Psicologia e nos Programas de Pós-Graduação em Administração, Enfermagem e Psicologia (Mestrados) e Ecologia (Mestrado e Doutorado). Tem experiência nas áreas de Metodologia Científica e de Psicologia Social, atuando principalmente nos seguintes temas: Representações Sociais, ambiente e processos sociais. Aposentou-se em outubro de 2011. Atualmente é Professor Voluntário do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Estadual de Maringá, desenvolvendo estudos e orientando trabalhos na área da Psicologia Social das Emoções

1ª ed 1994
O resumo não faz jus a sua particular combinação de qualidades, que é capaz de unir o profissionalismo e a seriedade acadêmica, com perspicácia e inteligencia ímpar, além de ótimo senso de humor e simplicidade. Sua influencia está mais do que presente no blog MCI, desde o início. Uma simples busca pelo argumento "Tomanik" na caixa de pesquisa remeterá para ao menos 30 posts (cerca de 16% dos atuais 194 publicados). Muitos são referencias de aula, com indicações e atividades relacionadas ao seu livro "O olhar no espelho", que foi o texto-base das 13 turmas de "Metodologia" que ministrei desde de 2007 (em vários níveis de pós-graduação, no Brasil e no exterior). Outros são atividades de simulação à elaboração de projetos que idealizamos juntos, com a fictícia APQP (está indexada nas tags como "Grupo/Instituição"). Alguns são menções às suas ideias e/ou à sua pessoa em algumas reflexões que fiz. As mais interessantes, no entanto, são as referencias embutidas em reflexões de alunos que colaboraram com este blog, por tornar patente o processo crítico na formação de novos pesquisadores, dando especial destaque às ideias de nosso mais novo ilustre colaborador. Outra boa forma de verificar a influencia positiva de Tomanik na formação de jovens pós-graduandos em CI é perpassar pelos blogs discentes, derivados do blog MCI.
2ª ed, 2004 e
2ª tiragem, 2009

Conheci Tomanik em 2002, quando tive a feliz oportunidade de coordenar a Editora da Universidade Estadual de Maringá (Eduem), onde trabalhei diretamente com ele no conselho editorial. Acabei, por acaso, como "revisor geral" de seu livro, quando fizemos a segunda edição, em 2004, e foi quando começamos a conversar mais sobre a pesquisa científica e seus métodos. De lá para cá, a troca de ideias nunca cessou, seja presencialmente (quando nossas viagens e agendas coincidem), seja virtualmente (e-mails, chats, postagens e comentários em blogs). Nas idas e vindas da vida acabamos nos reaproximando mais quando decidi mudar um pouco o rumo deste espaço virtual, após acontecimentos descritos aqui, aqui & aqui.

Sua contribuição será em uma regularidade mensal não-estrita, em um primeiro momento, focada em temas relacionados às falhas e tropeços de redação. Bem humorado e sagaz como é, sugeriu que fizéssemos um "puxadinho" para ele aqui no blog MCI com uma imagem para lá de modesta (ver aqui). No seu primeiro post, programado para a semana que vem, o puxadinho terá muito mais classe; aguardem.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Por uma postura institucional para a CI brasileira


Em fevereiro de 2013, um pesquisador nacional divulgou um alerta sobre a divulgação restrita de periódicos no site da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Ciência da Informação, que apresentava, sob a rubrica "Periódicos em CI", apenas 15 títulos. O motivo do alerta referia-se a ausência de explicação ou justificativa para a seleção (veja post aqui) para a listagem de um universo tão restrito de títulos, já que em uma vista rápida às 1540 revistas elencadas pelo comitê de Ciências Sociais Aplicadas (que agrega à área da Comunicação) pode-se identificar pelo menos uma centena de periódicos diretamente ligados à CI. 

Após o alerta mencionado, a ANCIB (veja pagina aqui) anexou um link para a "Lista de periódicos e seus respectivos Qualis", que, surpreendentemente não remete ao sistema Web Qualis da CAPES, porém à uma relação, "sem pretensão de exaustividade" de "revistas científicas na na área de Ciência da Informação e Biblioteconomia, ano 2013 ". Não cabe no escopo deste post discutir (embora seja uma questão relevante) o porquê do documento se referir, no título, as áreas de CI e de Biblioteconomia como coisas distintas e não fazer menção à Arquivologia, Museologia etc... 

Esse documento, como um resultado de trabalho da própria ANCIB é algo importante, porém não atende aos objetivos de democratizar a informação, que deveria ser institucional, do portal; apenas ameniza o problema. Novamente, não são colocados os critérios para a não-exaustividade, com o aspecto positivo de trazer a relação de cerca de 75 títulos, ordenados pela classificação Qualis. A ideia de documento dinãmico de trabalho poderia ter sido explicitada. Se fosse esse o casso eu acrescentaria pelo menos mais três revistas à lista: Revista Arhivelor, da Romênia; Comma: international journal on archives, do Conselho Internacional de Arquivos; e Alexandría, da Pontifícia Universidad Católica de Perú. Eu e outros pesquisadores da área não teríamos o menor problema em, eventualmente, sugerir outros títulos e contribuir com o documento, caso fossemos convidados a opinar; algo que não ocorreu...

O que se coloca em questão não é a exaustividade ou não do documento de trabalho, mas o fato de que ele vem em segundo plano. É visualmente muito menos atrativo que a listagem apresentada acima dele. Não é exibido diretamente na tela, porem gravado no computador do usuário (o que, sem dúvida, gerará desistências de muitos internautas). Se considerarmos que o acréscimo do documento veio após o alerta feito em fevereiro de 2013, podemos deduzir que a questão foi debatida e que se decidiu manter inalterada a listagem dos 15 eleitos no portal. A listagem "selecionada" continua a dar o status de "certificação" da associação, algo do tipo revistas "recomendadas", em evidência da página, e as "outras", em documento anexo. Ou seja, é negar-se a trabalhar institucionalmente com uma informação pública e de interesse de toda a comunidade CI, optando por manter uma política diferenciada de divulgação, sem indicação clara dos critérios utilizados (casualmente nenhuma revista de Arquivologia aparece na listagem "VIP", talvez fosse o caso de discutir o título do documento anexo...).

Infelizmente tudo aponta que essa prática, no âmbito da CI brasileira é recorrente, como pode-se notar no portal do Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação da UnB (ver aqui), com relação aos quatro grupos de pesquisa destacados em janela "VIP", com um curioso detalhe: um dos grupos em evidência tem a diretora da faculdade como líder e os outros três selecionados correspondem aos grupos do PPGCINF que a coordenadora atual do programa lidera e/ou participa.
Espero que, em breve, os print screens reproduzidos neste blog tornem-se apenas o registro de uma prática em desuso, representando evidencias de uma realidade já transformada. Ficarei muito feliz em abrir o portal da ANCIB e o do PPGCINF e não mais  ver informação apresentada de modo desigual, sem critérios claros, definidos e isonomicamente aplicados. Hoje, dia 15 de dezembro de 2013, infelizmente, tais print-screens podem ser confirmados por qualquer internauta que aceda aos portais aqui mencionados em:
             > http://www.ancib.org.br/pages/periodicos-em-ci.php
             > http://www.ppgcinf.fci.unb.br



EM TEMPO: 
Hoje. 23/mai/2014 pude perceber que a Ancib mudou seu portal (acesso aqui) e que a listagem de revistas agora é bem mais abrangente. Os links disponibilizados redirecionam para o Laboratório de Tecnologias da Informação da UFPB (LTI), que criou duas páginas: uma nacional (aqui) e outra estrangeira (aqui). A solução, mesmo que possa ser institucionalmente discutível, já que vincula à associação ao trabalho de um grupo externo a ela, me parece uma ótima opção; muito mais abrangente e democrática. Espera-se que o LTI consiga dar continuidade ao bom trabalho e mantenha um trabalho constante de atualização da listagem.
Já o PPGCINF... Com a saída da ex-coordenadora os links preferenciais dos grupos que participa/dirige foram eliminados, restando apenas o da atual diretora da faculdade:


EM TEMPO II:
Hoje, 04/dez/2014 o PPGCINF finalmente promoveu a isonomia na informação dos grupos em seu portal, redirecionando o link "Todos os grupos" para uma página específica na qual, em ordem quase cronológica, dentro de cada linha de pesquisa, está contemplada a totalidade dos grupos do programa, sem informação privilegiada para qualquer um na aba inicial.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Banners de mestrado foram um sucesso.


A atividade de encerramento da última turma de metodologia foi marcada pela exibição e apresentação pública dos banners de pesquisa discentes, conforme anunciou-se em post anterior. Esse tipo de atividade, depois do estranhamento inicial por parte de alguns alunos não familiarizados com tal produto, costuma ter resultados muito positivos. O uso de banners como atividade de divulgação científica é bastante usual em congressos internacionais conceituados e, no caso da UnB, é uma constante na iniciação científica, ajudando a que os novos pesquisadores possam compartilhar seus resultados de pesquisa com um vasto público (ver post aqui). Os pôsteres afixados no grande pátio da FCI no último dia 11/julho fecharam com chave de ouro a disciplina. Muitos alunos que foram reticentes à ideia, demonstravam satisfação com o resultado e disputavam espaços entre os colegas para serem fotografados pelos celulares de plantão. A exposição ainda contou com uma breve apresentação e discussão de cada banner, permitindo que os alunos comparassem trabalhos, problemas e soluções. Todos os 25 banners expostos podem ser vistos neste álbum

Durante o recesso acadêmico da UnB o material continuou exposto no pátio, porém hoje, há poucos minutos, teve seus últimos exemplares recolhidos, atendendo a pedidos, da secretaria da graduação em Arquivologia, que repassou consulta da assistente da direção da FCI (demandada, obviamente, por mais alguém), exarados no documento abaixo:

O episódio apresenta, no mínimo, três aspectos curiosos:
a) a solicitação ser exclusivamente direcionada a mim, quando, na verdade, a disciplina era compartilhada com a Profa. Sofia, que não atua junto ao curso de Arquivologia; 
b) a demanda sobre uma atividade relacionada à pós-graduação ter partido da secretaria do curso de graduação de um dos professores da disciplina e não da secretaria da pós;
c) uma unidade que, em princípio, trabalha também com pesquisas relacionadas ao fluxo da informação e à informação organizacional se valer do método arcaico do "telefone-sem-fio" até que a informação chegasse ao seu destino final (não teria sido muito mais fácil conversar diretamente com os professores responsáveis e eliminar as possibilidades de "ruído" no processo?);
d) o interesse súbito em utilizar o vasto espaço do pátio em sua totalidade, quando o mesmo permanece absolutamente ocioso fora dos períodos do WICI (quando, em 11 de julho, os alunos de Metodologia ergueram seus banners nas paredes internas não houve nenhum elemento informativo a ser deslocado).
Com o pátio liberado, fica a esperança de que os anunciados novos banners sejam tão uteis para o cumprimentos das atividades-fim de ensino e pesquisa como foram os pôsteres dos alunos de mestrado. Esperamos, sobretudo, que tragam algum colorido mais às opressivas muralhas de concreto, legitimas representantes da escola brutalista de arquitetura.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Hoje é dia de Banner!!!

Andrew Green (Instituto Mora, México), Solene Bergot (Cenfoto, Chile), André Lopez (UnB) e  Antonia Salvador (Universidad Complutense de Madrid, Espanha), pesquisadores do GPAF, em frente ao banner do Projeto Imaginando, durante o WICI/2012.
Finalmente chegou o momento mais aguardado do semestre: a exposição dos posteres! Depois de alguma "negociação" com a classe os alunos do mestrado UnB/2013 optaram por retomar a exposição dos projetos e/ou problematizações da pesquisa em uma forma alternativa de divulgação científica, que, cada vez mais, tem estado presente em eventos científicos de ponta.  

Conforme combinado anteriormente, está prevista a realização de uma pequena confraternização, na forma de lanche, durante a exposição, para que o ambiente fique mais descontraído. Para isso é importante que cada um não se esqueça de levar alguma coisa de pesticar e/ou beber. Quem tiver esquecido (ou não tido tempo) não há motivos para preocupações: delivery foi feito para tais ocasiões.

Dentro dos objetivos trabalhados de tentar ampliar a compreensão da pesquisa para pesquisadores de áreas mais distantes, a aula terá a participação do Prof. Dr. Ailton José Morelli, da Universidade Estadual de Maringá, que trabalha em áreas de pesquisa apenas tangenciais à Ciência da Informação (ver seu Lattes aqui). Acredito que o nível de compreensão que um especialista de outra área possa ter dos trabalhos apresentados possa servir de termômetro para uma avaliação sobre a necessidade futura de alterar (ou não) os trabalhos em função da amplitude desejada para a divulgação científica.

Do ponto de vista mais formal da disciplina a professora Sofia e eu tentaremos ser o contraponto da compreensão crítica especializada em Ciência da Informação. Contamos com o auxílio de todos os colegas da turma, como pares, para um debate amplo e construtivo.

O espaço dos comments deste post está previsto para análises e sugestões relativas a essa forma de divulgação científica.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Prêmio José Reis Divulgação Científica e Tecnológica



O CNPq, abriu recentemente o edital para o prêmio anual José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica, voltado à pesquisadores e escritores que tenham contribuído significativamente para formação de uma cultura científica e por tornar CT&I conhecidas do grande público. Em 2013 o prêmio está dedicado à divulgação científica e tecnológica. As inscrições estão abertas até 17/maio de 2013. Maiores informações aqui.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

A Revista do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro - B2

O AGCRJ, dentre suas frentes de trabalho, investe na publicação da Revista do Arquivo da Cidade do Rio de Janeiro. Esse periódico foi editado por cinco períodos, entre os anos de 1894 e 1954. Em 2007, foi retomada essa experiência e seus exemplares estão à disposição dos pesquisadores e interessados, tanto no site do AGCRJ, como na versão em papel. 

O intuito desta Revista além de divulgar o acervo da instituição, é o de criar um diálogo entre o AGCRJ e as comunidades acadêmicas que usufruem do material aqui custodiado, para viabilizar suas pesquisas. Para isto, promove encontros e acolhe reflexões que discutem os dilemas da vida carioca por uma abordagem transdisciplinar. 

A Revista do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro recentemente avaliada pelo Qualis/Capes na categoria B2 da área das Ciências Sociais Aplicadas, possui um Conselho Editorial, composto por historiadores de reconhecido prestígio acadêmico e que tem a importante função de avaliar os estudos a serem publicados e orientar o periódico de forma a aproximar o AGCRJ dos debates teórico-metodológicos mais contemporâneos. Para saber mais e acessar o conteúdo das Revistas, clique aqui.


Envio de artigos para a Revista do AGCRJ 

Está aberta a chamada para o envio de artigos científicos para a Revista do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro. Os textos deverão ser encaminhados a partir do primeiro dia útil de janeiro e a inscrição será encerrada no último dia útil de abril. O tema desta edição é livre, desde que relacionado à cidade do Rio de Janeiro. Os artigos publicados na revista serão disponibilizados no site do AGCRJ. Para mais informações, clique aqui.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Semana Internacional do Livro - Convite da CNI

 

Para aqueles que são apreciadores da leitura, profissionais da informação, bem como crianças e jovens iniciando no mundo da leitura, recomendo que compareçam a exposição da Semana Internacional do Livro da CNI. Tive acesso a prévia do evento e acho que a Área de Informação Compartilhada da CNI (ACIND) preparou um belo evento. Por isso, repasso o convite para vocês.

O evento contará com a exposição de fotos e documentos arquivísticos do Sistema Indústria, artesanatos elaborados com materiais reciclados de arquivo e biblioteca, Tablet Gigante interativo, lançamento do livro "O colaborador mostra seu talento", piso interativo e filme sobre a evolução do livro. Além de outras atrações.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

PG&C é B1 no Sistema Qualis

Cabeçalho da página

O sistema Qualis, recentemente promoveu uma reavaliação dos periódicos cadastrados em sua base. No âmbito da Ciência da Informação houve mudanças consideráveis, com a ampliação dos títulos da categoria "A" de veículos nacionais, específicos de Ciência da Informação (pelos critérios da CAPES, nossa área é classificada conjuntamente com a Comunicação). O periódico em tela, Perspectivas em Gestão & Conhecimento é um interessante exemplo da modernização que a produção de conhecimentos científicos vem passando nos últimos anos, por conta, em parte, das TIC. Trata-se de uma revista científica nova, com apenas 6 números publicados em apenas 2 anos, realizada dentro das rígidas práticas avaliação às cegas, por pares, o que tem garantido um excelente nível de qualidade, angariando o interesse de importantes autores, com artigos atuais. 

Durante a última semana, um dos membros do Conselho Consultivo, Alan Curcino, com razão, cobrou publicamente que o portal que congrega os pesquisadores brasileiros de Ciência da Informação, ainda não fora atualizado e continuava apresentando uma relação restrita de periódicos da área, não incorporando a recente reavaliação do sistema Qualis. A relação completa dos periódicos da área-Capes Ciências Sociais Aplicadas 1, está composto por cerca de 1.300 títulos, porém a maioria é voltada para Comunicação e muitos são internacionais.  Há ainda que considerar que outros veículos, que congregam importante produção de nossa área, estão elencados em outras áreas como é, por exemplo, o caso da revista Acervo, publicada pelo Arquivo Nacional, adscrita na listagem de História na CAPES. 

Apesar da impossibilidade de resumir com qualidade e justeza quais são os periódicos específicos e mais significativos da Ciência da Informação (até porque se trata, por definição, de campo inter/multi/pluridisciplinar), sem nenhuma dúvida a lista nacional deveria ser bem mais ampla do que os atuais 15 títulos listados no portal da ANCIB (em e-mail recebido há menos de duas horas, aparentemente, a solução não demorará, de modo que, brevemente, espera-se que o link citado tenha mais títulos indicados). Reproduzo abaixo trecho do mencionado e-mail do professor Alan Curcino, no qual anota algumas das ausências importantes identificadas em 18/02/2013, na relação da ANCIB:
"(...) Inclusão Social; Revista ACB; Comunicação & Informação; Em Questão; Perspectivas em Gestão & Conhecimento; Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação; Revista Eletrônica de Comunicação, Informação & Inovação em Saúde; Museologia & Patrimônio; Revista de Gestão da Tecnologia e Sistemas de Informação; Revista do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro; Revista Biblos; Revista Informação & Universidade; Arquitextos; Arquivística.net; Bibliotecas Universitárias: pesquisas, experiências e perspectivas; Cenário Arquivístico; Páginas A & B - Arquivos & Bibliotecas; dentre muitos outros títulos não menos importantes porém não citados."
Obviamente que estar bem colocado no sistema Qualis é um importante elemento para qualquer periódico, já que auxilia no acesso a verbas, demanda qualificada de autores de alto nível, captação de bons referees etc. Sem dúvida que a disputa por espaço de poderes também se faz presente em tal âmbito. Mais do que ter uma listagem em algum portal (por exemplo, recentemente, foi divulgado no grupo de discussão dedicado aos arquivos a nova classificação da CAPES, porém com periódicos diversos dos elencados pela ANCIB ou pelo Prof. Curcino), que sempre será parcial e pautada pelo interesses institucionais (espera-se), é fundamental que os pesquisadores, leitores, estudiosos de Ciência da Informação habituem-se a utilizar o sistema WebQualis, no portal da CAPES; mais ainda, é fundamental que se tenha o hábito de ler os bons artigos (estejam eles na área-Capes que for, com o ranking que tiverem).

Sobre o sistema Qualis veja ainda outros posts publicados aqui:

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Artigo de divulgação científica


Um artigo de divulgação científica tem a complexa tarefa de conseguir escrever com precisão e clareza para um público semi-especializado. O desafio é grande, pois o formalismo da redação acadêmica, muitas vezes, torna a compreensão impeditiva para o leitor inciante. Por outro lado, os veículos de divulgação científica demandam estruturas mais ou menos rígidas para a apresentação dos textos, nem sempre adequadas ao que se quer divulgar e nem sempre compatíveis com o objetivo de vulgarização científica. Mesmo assim, a normalização e o estabelecimento de formatos estanques pelas boas revistas acaba funcionando como uma garantia de qualidade ao pré-definir os elementos mínimos e a estrutura do artigo. Isso é benéfico, pois define uma espécie de padrão da redação científica que além de educar o público leigo para a leitura acadêmica, ainda ajuda na formação de novos cientistas, que se vêm obrigados a aprender a apresentar suas ideias de acordo com um modelo amplamente aceito por seus pares comunitários. A divulgação e vulgarização da ciência, feita com critérios e solidez, é fundamental para a realimentação humana do ciclo de produção do conhecimento acadêmico. Colunas em jornais, blogs científicos, periódicos de difusão são apenas alguns exemplos de veículos que operam nessa atividade.

A estudante de mestrado em Ciência da Informação da Universidad de Antioquia, María Muriel Ríos Leirum Airam descobriu um excelente portal destinado a auxiliar nas diferentes atividades relacionadas à escrita acadêmica: o Centro de Recursos para la Escritura Académica, do Instituto Tecnológico y de Estudios Superiores de Monterey, México (aceda ao CREA aqui). Uma das páginas destacadas por Maria Muriel é a que indica as diretrizes básicas para a criação de um artigo de divulgação científica. O texto é bastante interessante e se inicia com uma epígrafe de um diretor da NASA dizendo que é necessário falar com as pessoas em linguagem compreensível. Vale à pena conhecer.

Para aceder à página sobre construção de artigos de divulgação do CREA, clique aqui.

Para conhecer o blog de Maria Muriel, sobre Ciência da Informação, clique aqui (vale à pena, pela qualidade de suas reflexões).

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Elaboração de poster científico

A divulgação de trabalhos científicos por meio de banner é sempre um tema interessante, pois permite trabalhar com novas formas de divulgação e popularização de conhecimento científico, mas também facilita a apresentação sumária de trabalhos para o público altamente especializado, que passa a ter uma ideia mais precisa da pesquisa divulgada, sem ter que se debruçar sobre, às vezes, enfadonhas páginas escritas. Com elementos de comunicação visual mais direta o poster pode auxiliar na difusão dos trabalhos científicos permitindo que o especialista possa rapidamente decidir se aquela pesquisa é de seu interesse e, por isso, merece ter suas informações melhor analisadas. Por isso um bom poster científico necessita sempre apresentar indicações e referências para o aprofundamento das questões ali esquematizadas. Muitas vezes os autores (até mesmo por imposições de modelos de congressos) acabam por transformar o banner em uma cópia ampliada de uma página impressa, o que é um notório desperdício das potencialidades comunicativas do veículo, bem como provável receio de exercitar a criatividade. 

Na semana  quem vem a UnB sediará o 18º Congresso de Iniciação Científica do Distrito Federal (ver aqui)  e elaborou um manual de orientação à confecção de posteres muito interessante, reproduzido parcialmente abaixo:
O pôster é um meio de comunicação visual. É uma fonte de informação do trabalho realizado, complementada por sua apresentação oral. A rigor, um pôster é um sumário e uma divulgação daquilo que foi pesquisado.

Dicas de como preparar um pôster
· Tente ser efetivo na disposição visual dos dados. O pôster é um resumo ilustrado.
· Mostre o que mais importa de sua pesquisa - o que foi realizado, como foi realizado e o que se recomenda ou se conclui. Evite enfocar os métodos. Os resultados e implicações são mais relevantes.
· Utilize gráficos, figuras e textos, preferencialmente coloridos, bem distribuídos aolongo do pôster (evite número excessivo de cores).
· Utilize títulos para destacar objetivos, resultados, conclusões, etc. Organize em colunas as sessões para melhor visualização e leitura.
· Minimize texto, use gráficos, figuras etc. Blocos de textos devem conter aproximadamente 50 palavras.
· O texto deve ser visível a uma distância de um metro, aproximadamente.

Planejamento e preparação do pôster
Planeje seu pôster com antecedência, escreva imediatamente a introdução e a metodologia, e lembre-se de rever o texto e suas idéias com o orientador e colaboradores.

Texto
Utilize para o título fonte 90 pts, negrito. Para os subtítulos utilize fonte 72 pts . Nesta área coloque: Título do plano de trabalho, Autores, e Departamento. O restante do pôster deve conter: Introdução, Metodologia, Resultados, Conclusões e, se necessário, Agradecimentos. As Referências bibliográficas podem estar numa folha à parte, disponível para a audiência e/ou como forma de lembrança. Textos auxiliares podem ser em fonte 18 ou 20 pts. Não esqueça de verificar ortografia antes da impressão final. 
Disposição Visual
Tamanho recomendado para o pôster: Largura – 90 cm,  Altura – 100 a 120 cmCuidado para não inverter essas medidas uma vez que os painéis possuem altura maior que a largura.
Elaboração
De posse dos textos, fotos, gráficos e figuras faça um rascunho, em escala, para auxiliar na estruturação visual do pôster bem como na avaliação do espaço disponível. Nesta etapa, planeje como as informações irão fluir ao longo do pôster. Diminua número de textos, gráficos, figuras etc., se o pôster parecer congestionado. Evite diminuir o tamanho da fonte como solução para congestionamento.Use uma cor para título, introdução e conclusões, e uma segunda cor para o restante. Utilize uma terceira cor para destacar alguns resultados.
A perspectiva apresentada pela UnB é bastante interessante por não estabelecer normas ou modelos inflexíveis, e, em seu lugar, dar diretrizes básicas além de uma extensa relação de links das mais renomadas universidades do mundo relacionados ao tema. Veja aqui o documento do PROIC-UnB na íntegra

As ilustrações utilizadas neste post são parte de uma exposição maior (ver nota aqui), feita exclusivamente com banners, e mostram mais uma possibilidade de tentar mesclar a precisão da linguagem científica com elementos da comunicação visual. 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

A participação discente em pesquisas em CI

Copiado de  Escher Italian Tribute
Recentemente o portal da UnBCiencia reproduziu nota sobre pesquisa de graduação da FCI relativa à publicação científica em nossa área. A nota indica que:
Uma pesquisa da Faculdade de Ciência da Informação (FCI) da Universidade de Brasília (UnB) constatou que a contribuição de graduandos na publicação de artigos científicos em periódicos de cinco áreas é maior do que se imaginava. Segundo o estudo, quase um terço dos artigos com mais de um autor publicados em revistas brasileiras de Arquivologia, Ciência da Informação, Biblioteconomia, Documentação e Museologia têm origem em trabalhos de conclusão de curso (TCC) ou iniciação científica (IC). 
Gabriela Bentes, estudante de biblioteconomia, descobriu que 32% do total de 109 alunos que assinaram artigos junto com um professor orientador desenvolviam trabalhos na graduação. A amostra veio de um universo de 638 artigos publicados em periódicos da área entre 2005 e 2009 - todos armazenados na base de dados Artigos ABCDM, da FCI, e assinados em parceria por orientador e orientandos. "O resultado pode ser um reflexo da intensificação das políticas de iniciação científica dos últimos anos", acredita Jayme Leiro, orientador do estudo.
O 7º WICI dedicou uma mesa específica do tema da pesquisa discente, na qual o Prof. Jayme Leiro expõe melhor os resultados do estudo e a ex-aluna Gabriela Bentes realiza depoimento sobre sua experiência de pesquisa. Assista ao vídeo da mesa do Fórum de iniciação à pesquisa aqui (é o vídeo com 01:55:40).

A íntegra do trabalho, que foi apresentado ao ENANCIB, pode ser vista aqui.

Veja aqui a íntegra da nota da UnBCiencia.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Dicas sobre preparação de apresentação em slides


As dicas abaixo, elaboradas pela Profa. Dra. Darcilene Sena Rezende, além de úteis, são muito importantes para evitar a situação representada acima:

1 – comece pelo fim: as conclusões que vc quer passar são a parte mais importante, por isso, prepare primeiro e com cuidado o(s) slide(s) final(is);

2 – use pouco texto, só informações fundamentais (tente sintetizar as idéias em forma de esquemas ou tópicos); texto demais não será lido, deixa a apresentação longa, aborrecida e às vezes mais confusa;

3 – procure colocar apenas uma idéia ou gráfico por slide; se necessário, divida as informações em vários slides;

4 – use de preferência fontes sem serifa (ex.: calibri, arial, tahoma) para melhorar a legibilidade e use destaque ou outra fonte para os títulos;

5 – evite usar fontes menores que 24 ou 28 pontos;

6 – não leia o que está escrito nos slides; eles devem ser um complemento;

7 – tente verificar o tempo que o público levará para compreender o conteúdo de cada slide (deve ser muito rápido, apenas alguns segundos);

8 – verifique o tempo que vc leva para apresentar cada slide, a fim de não ultrapassar seu limite de tempo.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Banner como forma de divulgação científica


Todos os autores concordam que uma das etapas primordiais da ciência é a divulgação e discussão de pressupostos, teorias, experimentos, resultados etc. Sem amplo debate e disponibilização de informações a ciência estaria estancada, destinada à mera reprodução de saberes já conhecidos.

Como forma de incentivar tal debate, esta disciplina têm, insistentemente, "incentivado" o uso de blogs pelos alunos para divulgação dos vários estágios de suas próprias pesquisas. Desde 2008 os alunos de metodologia vêm elaborando, à guisa de trabalho obrigatório da disciplina, um banner capaz de sintetizar os principais aspectos de cada projeto. Muitas vezes tais banners foram reelaborados e apresentados, com sucesso, em congressos científicos da Ciência da Informação e/ou áreas correlatas.

A partir do dia 13/08 os banners da atual turma de metodologia estarão expostos no pátio da FCI (ver mapa aqui). 

A experiência tem sido replicada com sucesso também na disciplina de "Gestão da Informação e do Conhecimento" como pode ser vistos nos links abaixo:
  • acesse aqui post publicado pelo "Ciência Brasil" sobre a segunda experiência com banners (o link do picassa não está mais ativo);
  • acesse aqui o álbum dos banners da turma de "Gestão da Informação e do Conhecimento" de 2009.