Ambiente virtual de debate metodológico em Ciência da Informação, pesquisa científica e produção social de conhecimento

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sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Nova ciranda metodológica


Laboratório de conservação da Biblioteca Publica Piloto (Colômbia)
apalopez, Medellín, mar 2014.
A atividade desta semana consiste em construir colaborativamente os resumos dos projetos, em parte para tentar ser menos ouriço.

O primeiro pesquisador indica nos comments:
a) tema de pesquisa;
b) sub-temas;
c) problema geral;
d) base empírica

O seguinte pesquisador irá construir o resumo (com título) da pesquisa do colega com base nas informações anteriores.

Na sequencia, o mesmo pesquisador repetirá os passos de (a) a (d), abrindo nova janela para um terceiro colega e assim sucessivamente.

No final da atividade, a primeira pessoa fecha o ciclo, realizando o resumo do último participante.

O final de ciclo se dará a partir das 18:00hs da próxima 5ªf dia, 27/08. A partir desse momento a pessoa que abriu a ciranda estará autorizada a fechar a atividade quando lhe parecer mais conveniente, até às 14:45hs do dia seguinte, pouco antes de começar a aula.

BOA ATIVIDADE

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Entrevista sobre metodologia de pesquisa

Recentemente dei uma entrevista para o curso de especialização em Gestão de Segurança da Informação e Comunicações que acredito que tem muita relação com o que venho desenvolvendo em aula e aqui neste blog.


Na versão anterior do mesmo curso que havia ficado responsável pela disciplina não presencial, para a qual foram elaborados um vídeo de apresentação (com áudio muito ruim) e um manual para desenvolvimento à distância de projeto de pesquisa:

     

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Considerações sobre a base empírica e dúvidas sobre o tema

copiado de The New York Times - Science
* Alessandra Araújo 
* Laila Di Pietro 
* Marcelo Scarabuci 

Alguns alunos saíram da aula sobre o assunto – Base empírica, com algumas dúvidas. As colocações do Professor nos confundiram, de certa forma, porém como pesquisadores iniciantes, e dessa forma cheio de dúvidas e questionamentos não poderíamos deixa-las, ao menos, tentar responder. 

A primeira discussão, e claro dúvida foI sobre a relação do empirismo ou empiricismo? Tem diferença saibam disso. Ou seja, o empirismo é descrito-caracterizado pelo conhecimento científico, a sabedoria é adquirida por percepções; pela origem das ideias por onde se percebe as coisas, independente de seus objetivos e significados; pela relação de causa-efeito por onde fixamos na mente o que é percebido atribuindo à percepção causas e efeitos; pela autonomia do sujeito que afirma a variação da consciência de acordo com cada momento; pela concepção da razão que não vê diferença entre o espírito e extensão, como propõeo Racionalismo e ainda pela matemática como linguagem que afirma a inexistência de hipóteses. 

Na ciência, o empirismo é normalmente utilizado quando falamos no método científico tradicional (que é originário do empirismo filosófico), o qual defende que as teorias científicas devem ser baseadas na observação do mundo, em vez da intuição ou da fé, como lhe foi passado. 

Para um aluno, a base empírica pareceu ser aquilo que vai ser "estudado" na pesquisa (não se conseguiu definir um termo pra isso), entretanto não seria o objeto de pesquisa, e sim aquilo que nos daria os dados paratal. Dessa forma, conclui-se que, na pesquisa que irá desenvolver, pois seu tema é Organização de acervo fotográfico, em uma determinada instituição, por exemplo, o objeto seria o Acervo Fotográfico dessa instituição, porém a base empírica seriam os dados levantados pelos questionários aplicados nesse local, nessa instituição, bem como, as informações dos manuais utilizados para organização desse acervo e, também o próprio acervo, uma vez que a coleta de dados se dará, também através da observação. 

Para outro aluno, que estudará a preservação de suportes de som, a base empírica pode ser o que está entre a ação (metodologia) e o objeto. Logo, se temos como método "analisar a conservação" e objeto "o acervo de discos x", o que resultar disso será a base empírica. Os dados coletados são os dados que “filtramos”, depois de identificar parte do universo empírico da pesquisa. A base empírica então está acima ainda dos dados, seria ela a coleta de dados "suja"(?). 

A base empírica, assim como o conhecimento empírico, vai variar de pessoa para pessoa. Se o mesmo método for aplicado a um mesmo objeto, por pessoas diferentes, o resultado será diferente. Este resultado é a base empírica da pesquisa. Portanto a base empírica é mutável pela mudança do pesquisador, pela mudança de métodos e, claro, pela mudança de objeto.

Uma pesquisa, portanto, começa sem a base empírica em si, mas apenas com um indicativo de seus instrumentos (método e objeto).Para alguns, sobre começar a pesquisa sem base empírica, segundo primeira interpretação do assunto, entende-se que é possível você começar sem a base empírica, uma vez que você vai criar, por exemplo, questionários ou roteiros de entrevista para o levantamento dos dados que serão analisados. Mas também podemos pensar que esses dados já existiam, você apenas não havia identificado. Será?” 

Ficaram as perguntas: 
  • Uma pesquisa pode começar sem uma base empírica? 
  • A base empírica deve conter elementos da metodologia (instrumentos, etc)? 
  • A base empírica pode ser modificada com o desenvolvimento da pesquisa? 
  • A base empírica não é apenas o local e o que vamos estudar? 

* Alunos da disciplina Metodologia da Pesquisa - PPGCINF/UnB

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A dúvida da dúvida

A ciência é feita por verdades absolutas ou a consciência de uma ciência falível se faz importante para o seu próprio aprimoramento ao longo de sua trajetória? Lembro que muitas questões desse gênero foram discutidas no decorrer da disciplina de Metodologia. Além do fato de que a ciência, como um saber que beira muitas vezes os ares da intensa presunção, se apresenta sob fórmulas eruditas de expressão, escondendo erros e equívocos pela dificuldade de entendimento de um público mais amplo. Falar difícil, nesse caso específico, é esconder passos escorregadios. É pensar que se caminha sobre o cimento duro, quando se mergulha em areia movediça.

Pensando nesses pontos, a revista eletrônica Edge, que faz todos os anos uma pergunta aos cientistas com o objeto de destacar tendências nos rumos do pensamento científico, publicou as respostas do seguinte questionamento: "Qual conceito científico poderia aprimorar a ferramenta cognitiva de uma pessoa?" E nos parece que a dúvida foi o conceito mais citado dentre os pesquisados. Confira AQUI e tire suas próprias conclusões... ou suas próprias dúvidas.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Formulando uma pergunta de partida


O desenvolvimento de uma pesquisa de cunho científico resulta de uma vontade de conhecer algo. Tal vontade, porém, não se limita a uma simples curiosidade. Deve ser sistematizada e seguir rigorosos procedimentos. A pesquisa em ciência não pode ser limitada à busca de uma solução técnica para um problema. O foco principal reside na tentativa de melhor entender o problema, bem como de compreender os motivos do sucesso (ou do fracasso, se for o caso) da hipótese testada. O primeiro passo, então, é o estabelecimento de uma problemática que traduza, de modo adequado, essa curiosidade inicial.
Sugestão de atividade
1. Proponha uma pergunta “ingênua”.
2. Identifique o tema ligado a essa pergunta.
3. Colete informações básicas sobre esse tema (nessa fase de aproximação, não há muito rigor quanto às fontes de tais informações, isto é: wikis e outras fontes não-científicas servem, apenas nesse momento, para familiarizar o pesquisador iniciante com o tema).
4. Separe algumas indicações bibliográficas pertinentes ao seu tema (agora a literatura informal não vale mais). O ideal é que você busque materiais mais recentes em diferentes tipos de publicação (livros, revistas e teses). Provavelmente, você não encontrará nada que dê conta especificamente de seu problema. Não se preocupe e lembre-se de que você ainda está coligindo informações sobre o tema.
5. Após fazer um primeiro olhar nesse material, tente transformar sua “pergunta ingênua” em uma “pergunta de partida”.
O fluxograma abaixo visa esquematizar o processo:


Brasília: UnB: Gestão de Segurança da Informação e Comunicações, 2010;p.10.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Definição do problema de pesquisa


A pergunta de partida é essencial para a definição do problema de pesquisa. Sem saber o que se quer fazer não dá para iniciar a pesquisa. O tema é tão "cabeludo" que muitos, como o personagem da charge acima perdem os cabelos. Para facilitar a vida há uma série de materiais sobre isso na internet. Esse aqui é bem sintético e preciso.

Você já tem a sua pergunta?

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  • curso (Pós em CI ou Especialização em GSI, ou outro)
  • tema da pesquisa
  • bibliografia relevante (só autores)
  • pergunta de partida
  • hipótese (se houver)