Ambiente virtual de debate metodológico em Ciência da Informação, pesquisa científica e produção social de conhecimento

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Como dizem por aí: "Homem e aluno é tudo igual; só muda o endereço... "


Na semana passada foi dada a largada para o turma 1/2013 de Metodologia do PPGCINF-UnB, com alguma procura por vagas de aluno especial e por inúmeras "juras de amor" por parte dos alunos quanto ao empenho e dedicação. O balanço inicial efetivo, mostra, à primeira vista, uma preocupante falta de comprometimento de parte significativa da turma. Vamos aos dados quantitativos:
  • Da lista inicial de 19 inscritos inicialmente, deve-se computar mais duas alunas, que estão em processo de regularização da matrícula e mais três alunos especiais selecionados (entre cinco candidatos), deixando a turma com 24 alunos.
  • Tod@s foram relembrados e avisados que deveriam ter feito a atividade inicial da disciplina, postada no dia anterior ao início (ver aqui). Na aula foi dado espaço para a execução da análise dos textos. Até o momento apenas 8 alunos colocaram comentários no post em questão, com uma taxa de eficiência de apenas 33%
  • Tod@s foram instruídos para mandar um e-mail ao professor o quanto antes, para poder ter acesso ao material de aula que, por questões de direitos de divulgação, não será publicizado no blog; foi solicitado o envio do nome completo e número de matrícula (para quem já tivesse um):
    > 3 alunos (13%)  fizeram isso no mesmo dia, sendo que em um caso o número de matrícula teve que ser pedido novamente;
    > 8 alunos (33%) fizeram isso no segundo dia, sendo que em um caso faltava o número de matrícula e em outro o nome completo e o número de matrícula;
    > no final de semana mais 3 alunos se inscreveram, perfazendo um total, nos primeiros 4 dias, de 14 alunos ( 58%); ou seja, mais do que 40% da turma optou por não aproveitar o final de semana para preparar os textos da aula seguinte;
    > até o momento, isto é, 16hs antes da aula, ainda há 6 alunos (25%) que não irão receber o material antes da aula, sendo que um dos inscritos após o final de semana, ainda não retornou informação para complementação de dados;
    > dos 18 convites enviados para compartilhamento dos textos na Dropbox há dois alunos que ainda não acessaram a pasta para leitura do material; tais dados, somados aos 6 alunos da informação anterior perfazem um preocupante indicador de 33% de alunos que, passada uma semana de curso ainda não tiveram contato com o material de leitura da segunda aula!
  • Sendo este blog o principal veículo de contato com os alunos, tod@s foram instruídos para se inscreverem no feedburner e receberem automaticamente informações sobre novas postagens:
    > apenas 7 alunos (29%) aparecem na minha listagem-feed, sendo que um deles não chegou a enviar e-mail para cadastro com o professor.
Três atividades extremamente simples (mandar e-mail, comentar um texto leve de divulgação científica e se inscrever para receber atualizações das tarefas) tiveram um nível de ineficiência assustador para alunos que pretendem desenvolver pesquisa e estar na ponta do desenvolvimento acadêmico do país. Os alunos de pós  stricto sensu de universidades públicas devem representar menos de 1% da população brasileira e têm sua formação e capacitação bancados pela sociedade. Deveriam, no mínimo, agir de modo mais responsável. São problemas de cultura educacional (ou da falta dela) que faz com que pessoas que se esforçaram bravamente para conseguir um espaço em um dos três melhores cursos de pós em CI do Brasil (de acordo com a CAPES, no momento) tenham atitudes altamente questionáveis quanto à maturidade.

Visando aprimorar a discussão sobre dados quantitativos e análise qualitativa, recomenda-se que tod@s (inclusive os leitores não-alunos da disciplina atual) façam uma análise sobre o potencial de contribuição científica da UnB à Ciência da Informação (como um todo), tendo como base a amostra não probabilística e os dados quantitativos elencados neste post. Favor usar o campo "comment" abaixo para tal finalidade.

7 comentários:

  1. Se a atitude questionável dos alunos, segundo o autor do post, levou a UnB a um dos três melhores cursos em CI no Brasil, fico imaginando como deve ser a formação nos outros cursos.
    Apesar de vivermos na era da informação, aparentemente a falta de manuseio de meios eletrônicos durante a formação acadêmica contribuiu para a falta de participação nas tarefas impostas inicialmente. Fato que pode ser encarado como uma oportunidade de melhoria por parte dos discentes.

    ResponderExcluir
  2. Realmente preocupante os dados expostos no post, por isso torna tão pertinente os dados apresentados. Inclusive, diria motivador.
    Para muitos estudantes essas primeiras disciplinas são de fato a introdução na produção do conhecimento científico porque, infelizmente, a iniciação científica e pesquisa são deficientes ou inexistentes em muitos cursos de graduação, como o caso da biblioteconomia. Nossa cultura educacional é um produto da relação de discentes e docentes e acredito que para mudarmos ela e, assim, podermos realmente contribuir com a Ciência da Informação é preciso explicitar, desvelar e refletir sobre o comportamento de todos os sujeitos desse sistema.
    Acredito que esse processo seja imprescindível para desconstruir mitos e se trabalhar verdadeiramente em busca do conhecimento, porque me questiono se enquanto não se tem verdadeira noção daquilo que se faz, não estamos apenas representando.

    ResponderExcluir
  3. "...porque me questiono se enquanto não se tem verdadeira noção daquilo que se faz, não estamos apenas representando." Concordo! Acredito que para uma média tão alta de abstenções e faltas (no sentindo de falta com a responsabilidade como discente), durante um período tão curto de aulas, talvez seja possível mensurar não apenas o compromisso (ou falta de), assim como a motivação de se estar na disciplina ou mesmo na pós-graduação? Será que sabem o efeito disso em suas vidas ou estão aí apenas porque "querem um Mestrado" dentrou outras razões?
    O processo de conhecimento é longo e contínuo e, um início assim, ainda que possa ser questionável (e perdoável), é preocupante.

    ResponderExcluir
  4. Os dados expostos pelo professor lhe são desanimadores. Não tentando justificar, mas buscando expor razões para isto digo que tento resguardar minha privacidade em dias de grande publicidade de informacoes, assim, não tenho por hábito interagir via sítios públicos e abertos, como blogs, portanto nao conheco o funcionamento de suas ferramentas. Eu não havia compreendido como fazer para receber dados automaticamente atualizados, porém, ao receber mensagem do professor em meu e-mail, imediatamente abri e respondi o que se propunha.Tendo tomado conhecimento do modus operandi da disciplina, mudancas acontecerão.

    ResponderExcluir
  5. Recebi um e-mail diverto de uma ex-aluna minha da Universidad de Antioquia (Colombia), bem relacionado com o tema do post:
    1. Clásica: Un perro se comió mi tarea.
    2. Moderna: Un virus me borró el archivo.
    3. Confusa: El perro borró el archivo.
    4. Minuciosa: El archivo fue infectado por un virus y almacenado en una memoria USB que posteriormente se comió el perro. Traje radiografías para comprobarlo.
    5. Micronarración: Cuando desperté, la tarea ya no estaba allí.
    6. Relativista: Si fui yo quien fallé al no hacer la tarea o fue usted quien falló al ponérmela son puntos de vista igualmente válidos.
    7. Historiógrafica: Dentro de algunos años nadie recordará esta tarea.
    8. Termodinámica: La tarea no se crea ni se destruye: solo se pospone.
    9. Metafísica: La tarea no existe.
    10. Mamerta: La tarea es un instrumento de opresión del profesorado imperialista contra el estudiantado proletario.
    11. Revoluca: La tarea es una imposición neoliberalista que ha sido desprestigiada.
    12. Anonyma: somos legión y ninguno hizo la tarea.
    13. Relevista: La tarea la tiene pedrito, pero como el no vino…
    14. Autoritaria: ¿Usted está seguro de que me mandó a hacer una tarea?
    15. Deportista: Se hizo lo que se pudo, dimos el 110%, pero aunque no se logró hacer la tarea nos sentimos contentos de nuestro desempeño.
    16. Maturanista: No hacer la tarea es hacerla un poco.
    17. Nuleista: No hacer tareas es inherente al ser humano.
    18. Uribista: No hacer la tarea es una bobadita. Una mala nota es una venganza criminal contra nosotros que somos buenos muchachos. Buscaremos exilio en otra institución educativa porque en esta no hay garantías.
    19. Samperista: Si la tarea no se hizo fue a mis espaldas.
    20. Lutherista: Sueño con un mundo en el que los estudiantes no sean juzgados por su tarea sino por la esencia de su carácter.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. 21. Cuántica: la tarea estará hecha y no-hecha mientras usted no la revise.
      22. De tienda: Hoy no hago tarea, mañana si.
      23. Paulocohelista: lo importante es perdonarnos a nosotros mismos por no haber hecho la tarea.
      24. Geek: Consideremos primero que la extensión de la tarea era de x hojas y que disponíamos de un tiempo t para realizarla. Ahora, teniendo en cuenta el índice de refracción de la cerveza en omicron persei 8, la taza de crecimiento de población de las hormigas en el patio de mi casa y el teorema de incompletitud de Gödel, es posible demostrar matemáticamente la imposibilidad de cumplirla con una nota N, debido a la sumatoria de distracciones ∑d y güevonadas ∑g. He realizado una simulación tridimensional por computadora para ilustrar mi punto.
      25. Sociológica: hacer la tarea es perpetuar el statu quo del sistema educativo hobbesiano. Habermas establece la necesidad de emanciparnos de la tarea.
      26. Religiosa: No hice la tarea pero pasé toda la noche rezando por obtener una buena nota, tengo fe en que así será.
      27. Fatalista: mi destino era no hacer la tarea.
      28. librealbedrista: he elegido no hacer la tarea.
      29. Política: he cumplido con la tarea (No es cierto).
      30. Amarilla: La tarea se ahogó en salsa de tomate. Trip Trip Trip.
      31. Conspiranóica: la tarea contiene un código extraterrestre con el que las grandes multinacionales nos quieren controlar. La NASA dice que la respuesta para descifrarla está en un continente perdido con un portal a un planeta que pasa cada 64 mil años; sin embargo en el siglo XIV los templarios ocultaron el mapa para hallar ese continente.
      32. Informática: Se ha cometido un error intentando hacer la tarea. Por favor revísela más tarde.
      33. Litigante: Usted no tendría que estar revisando tareas. Le aseguro que puede demandar al establecimiento. Yo le garantizo que gana la demanda para que lo indemnicen por todas las tareas que ha tenido que revisar por una módica comisión de 80% más honorarios. Los honorarios se pagan por adelantado como es razonable.
      34. Psicólogica: Su fijación con las tareas refleja un temor a la castración. Mejor cuénteme su infancia profe.
      35. Poeta: puedo escribir las tareas más tristes esta noche.
      36. Surrealista: La tarea florece en un cementerio de clepsidras.
      37. Snob: Sir Avernú D’Fraçasè dijo significativamente: Je n'ai pas fait la tâche.
      38. Swinger: Esta noche le hago toda la tarea que quiera…
      39. Viajero del tiempo: ¡Yo ya le entregué esa tarea la semana pasada!
      40. Estudiante promedio: ¿Cuál tarea?

      Excluir

Comente & argumente