Como este é um blog dedicado a metodologia científica, neste post será explorado o potencial do
social bookmarking como ferramenta de repositório de textos digitais e anotações sociais. Mas as funcionalidades do
social bookmarking não param por ai. Há registros na literatura acadêmica que bibliotecas americanas, canadenses e irlandesas têm usado essa plataforma para desenvolver guias de literatura na web. Assim, vale a pena saber o que é
social bookmarking e no que ele pode lhe ajudar.
Mas afinal, o que é social bookmarking? É uma ferramenta que permite aos usuários reunir e organizar links de conteúdo da web. Ou seja, ela ajuda a organizar os seus favoritos!!! A administração de links teve início com a organização de favoritos no browser. Mais tarde, foram desenvolvidas ferramentas com essas funcionalidades na web, por exemplo, o extinto ItList, desenvolvido originalmente em 1996. Nos anos seguintes outras ferramentas foram lançadas, dentre elas destaca-se o BackFlip, o Blink, o Clickmarks e o Hotlink. Porém, nenhuma deles sobreviveu ao estouro da bolha.com.
Então onde está a novidade? Está no fato do social bookmarking permitir tanto armazenar como compartilhar seu repositório com outros usuários, caracterizando assim uma plataforma da segunda geração web, onde estão presentes os conceitos de peering, compartilhamento e inteligência coletiva em rede, impulsionada por um comportamento emergente.
A respeito do tema, a literatura indica uma classificação das plataformas de social bookmarking. Elas podem dividir-se em:
Falaremos aqui sobre o
Citeulike e o
Diggo por apresentarem características que auxiliam um estudante de graduação e pós-graduação.
O
Citeulike apresenta-se como um serviço
on-line gratuito de organização de documentos acadêmicos. Está disponível para o público desde novembro de 2004. A plataforma foi desenvolvida por Richard Cameron na Universidade de Manchester. Seu desenvolvedor a classifica como uma fusão de serviços de
social bookmarking, baseada na tecnologia
web 2.0, com ferramentas de gestão bibliográficas tradicionais.
No primeiro semestre de 2009 a plataforma possuía mais de 2 milhões de documentos etiquetados, tornando-a a principal plataforma de social bookmarking para acadêmicos.
O
Citeulike permite que o usuário faça o
up-load do seu artigo digital, descrevendo e etiquetando-o, criando assim um repositório digital. E esse repositório pode ser compartilhado com outros usuários do mesmo interesse. Por exemplo, um grupo de alunos que esteja desenvolvendo um trabalho sobre fotografia pode selecionar os textos pertinentes ao tema e incluí-los na biblioteca do Citeulike, permitindo o compartilhamento de informações entre todos os membros do grupo. O interessante, do ponto de vista biblioteconômico, é que o Citeulike possui campos adequados para a descrição de artigos e monografias no todo ou em parte. Para saber mais sobre o Citeulike acesse o
vídeo , disponibilizado no
Youtube ou a
FAQ disponibilizada no
site do
Citeulike.
Falemos agora do
Diigo, apresentada pelos seus desenvolvedores como uma p

lataforma de pesquisa colaborativa. O Diggo permite inserir recursos da web, imagens e notas do usuário (um caderno de anotações com possibilidades de inserir comentários de outros usuários). A plataforma também permite que se grife um determinado texto. Para saber mais sobre o Diigo acesse o
vídeo.
Merece destaque que o Diggo viabiliza o acesso do usuário por meio de qualquer PC, iPhone ou iPad. Mantendo assim o usuário plenamente conectado com às suas informações.
O Diigo vem ganhando destaque nos vídeos de Michael Wesch sobre o futuro da web onde Wesch usa o Diigo para marcar e fazer anotações em páginas da web.
Wesch apresenta vídeos que tratam da revolução da informação em ambiente digital. Enquanto há uns anos atrás comprávamos livros, tirávamos fotocópias e guardávamos esse material em prateleiras, a web 2.0 permite que os usuários comprem livros digitais (Kindle, iPad, GalaxyTab, dentre outros), pesquisem artigos digitais, armazenando-os digitalmente e também fazendo as suas anotações (grifando, sublinhando, inserindo comentários) em formato digital. A respeito do assunto vale a pena conferir o vídeo
The Machine is Us/ing Us e o
Information R/evolution.